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Trump diz que não vai se envolver após Flávio se declarar ‘líder do Brasil’

Presidente dos EUA confirmou visto para Flávio e família, mas evitou comentar carta em que senador se declarou ‘verdadeiro presidente eleito’

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Crédito: Reprodução / Redes Sociais

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na crise política provocada por uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL), na qual o brasileiro se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

A manifestação de Trump ocorreu poucas horas depois da divulgação do documento. Cerca de meia hora após publicar a primeira versão, Flávio apagou a carta e alterou a expressão “verdadeiro presidente eleito” para “líder do Brasil”.

Questionado sobre o conteúdo, Trump confirmou que os Estados Unidos concederam autorização para a entrada de Flávio Bolsonaro e de sua família no país, mas disse que não comentaria a declaração do senador.

“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, afirmou Trump.

O presidente americano voltou a colocar em dúvida o processo eleitoral brasileiro, mas não apresentou provas para sustentar a afirmação.

Carta de Flávio

A carta foi publicada por Flávio depois de sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. No texto inicial, o senador agradeceu aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido.

Flávio também afirmou, sem apresentar provas, que a eleição brasileira foi fraudada. O senador foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Na mesma mensagem, Flávio criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que estendeu até as 19h o horário de votação em locais onde as urnas ainda estavam abertas.

A decisão de Zanin atendeu a pedidos das campanhas do PL e do PT.

Após a repercussão da carta, Flávio retirou a primeira publicação e modificou o trecho em que se apresentava como “verdadeiro presidente eleito” para “líder do Brasil”.

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