Sergio Moro avalia nomes da Lava Jato para comandar Segurança no Paraná
Fabiano Bordignon é cotado para a Segurança Pública; outros ex-integrantes da equipe de Moro também aparecem entre os possíveis nomes do governo
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A Segurança Pública deve ser uma das áreas centrais do governo de Sergio Moro no Paraná, e o governador eleito já tem um nome considerado favorito para comandar a pasta: o delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon.
A escolha está alinhada ao principal discurso da campanha de Moro, que prometeu “transformar o Paraná numa Fortaleza”. No grupo político do governador eleito, Bordignon é tratado como o nome mais cotado para assumir a Secretaria da Segurança Pública.
A definição ainda não foi anunciada oficialmente, mas aliados de Moro avaliam que a escolha seria apenas uma questão de tempo.
Aliado de Moro desde o Ministério da Justiça
Fabiano Bordignon tem uma relação profissional antiga com Sergio Moro. Durante o período em que Moro comandou o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, Bordignon foi escolhido para dirigir o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
O órgão teve papel estratégico na política de segurança daquele período, especialmente no isolamento de lideranças de facções criminosas em presídios federais.
Bordignon também acumulava experiência no combate ao crime organizado. Ele já havia chefiado a unidade da Polícia Federal em Foz do Iguaçu e comandado penitenciárias federais em duas ocasiões.
Uma delas foi a unidade de Catanduvas, no Paraná. Foi justamente durante o trabalho na penitenciária que Bordignon teve contato com Moro, então juiz federal e corregedor da unidade.
No eventual governo de Moro, Bordignon também teria autonomia para indicar os responsáveis pelas forças de segurança vinculadas à Secretaria da Segurança Pública, incluindo os comandos das polícias Militar e Civil.
Outro ex-secretário aparece entre os cotados
Outro nome que já trabalhou diretamente com Moro e pode ocupar uma função na futura administração é Wagner Mesquita, delegado aposentado da Polícia Federal.
Mesquita já comandou a Segurança Pública do Paraná durante os governos de Beto Richa e Ratinho Junior. Também presidiu o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran).
Durante a passagem de Moro pelo Ministério da Justiça, Mesquita ocupou o cargo de coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado da Secretaria de Operações Integradas (Seopi).
Nomes da Lava Jato entram no radar
A futura equipe de Moro também pode contar com nomes ligados à Operação Lava Jato.
Um dos mais cotados é o procurador da República aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima. Atualmente, ele atua como consultor nas áreas de compliance, investigações internas e regulatória.
Outra possibilidade é a delegada aposentada da Polícia Federal Érika Marena. Ela também foi chamada por Moro para integrar o Ministério da Justiça e comandar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).
Marena teve participação no início da Operação Lava Jato e foi responsável por dar nome à investigação, em 2014. Antes disso, trabalhou no caso Banestado, investigação iniciada no fim dos anos 1990 que também contribuiu para projetar Moro nacionalmente.
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