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Ataque russo a escola usada para distribuição de ajuda humanitária deixa 31 mortos na Ucrânia

Ao menos 50 pessoas estão desaparecidas após bombardeio em Zaporizhzhia; Zelensky acusa forças russas de realizar um segundo ataque contra o abrigo onde civis buscavam proteção

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Ataque russo a escola usada para distribuição de ajuda humanitária deixa 31 mortos na Ucrânia
— Crédito: Divulgação

Um ataque russo contra uma escola que funcionava como ponto de distribuição de ajuda humanitária e abrigo para civis deixou 31 mortos na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia. O bombardeio ocorreu na segunda-feira (2), na vila de Komyushuvakha. Ao menos 50 pessoas estão desaparecidas, e as equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros nesta terça-feira (3), na tentativa de localizar sobreviventes.

Dezenas de socorristas e voluntários participam das buscas. Entre os mortos estão 4 policiais e 2 integrantes das equipes de resgate. Pelo menos outras 5 pessoas ficaram feridas. As autoridades regionais classificaram o episódio como uma das tragédias com maior número de vítimas civis na região desde o início da invasão russa em larga escala.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou as forças russas de realizar um bombardeio duplo. Segundo ele, depois do primeiro ataque, aviões russos lançaram outras 9 bombas contra o abrigo onde as pessoas haviam procurado proteção.

Zelensky afirmou que a escola era utilizada para distribuir assistência humanitária e que os ataques atingiram diretamente civis que estavam no local. O presidente também criticou a ofensiva e acusou Moscou de continuar atacando a população ucraniana.

Segundo autoridades locais, foram utilizadas bombas capazes de perfurar estruturas subterrâneas, com carga de quase 1,5 tonelada de explosivos. A região de Zaporizhzhia decretou 3 dias de luto pelas vítimas.

Ofensiva também atinge hospitais e energia

Além do bombardeio em Zaporizhzhia, a Rússia lançou durante a noite 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra 9 regiões da Ucrânia, segundo Zelensky.

A ofensiva provocou cortes emergenciais no fornecimento de energia, danificou unidades de saúde e deixou dezenas de feridos. Na região de Kharkiv, no nordeste do país, um ataque combinado de mísseis e drones deixou pelo menos 62 pessoas feridas.

Uma unidade de saúde no distrito de Nemyshlianskyi foi atingida, assim como 4 edifícios residenciais e veículos. Mais de 200 pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades.

Na região de Dnipro, uma pessoa morreu e outras 17 ficaram feridas. Uma clínica ambulatorial e um hospital também foram atingidos, e os pacientes precisaram ser removidos. Uma mulher foi resgatada com vida dos escombros na manhã desta terça-feira.

Rússia afirma ter derrubado drones ucranianos

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças derrubaram 856 drones ucranianos durante a noite. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, declarou que 493 drones foram lançados em direção à capital russa.

Na cidade de Yaroslavl, um ataque de drones atingiu uma refinaria de petróleo e feriu 2 funcionários, segundo o governador regional, Mikhail Yevrayev. A instalação também sofreu danos.

Na Crimeia, território ucraniano ocupado pela Rússia, foram registrados cortes de energia nas regiões sul, oeste e leste após ataques contra estruturas do setor energético, de acordo com autoridades locais instaladas por Moscou.

A escalada de ataques ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, com ofensivas atingindo áreas urbanas, estruturas de saúde e instalações de energia dos dois países.

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