Brasileiro de 22 anos morre durante guerra da Ucrânia
Hendrick Lima Gonçalves, de Tucuruí, no Pará, morreu durante combate, segundo familiares; família enfrenta dificuldades para obter informações e recuperar o corpo
O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu durante um combate na guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo informações divulgadas pela família nas redes sociais. O jovem era natural de Tucuruí, no sudeste do Pará.
A irmã de Hendrick, Beatriz Fernandes Correa, publicou vídeos neste domingo (1º) relatando as dificuldades enfrentadas pela família para esclarecer as circunstâncias da morte e obter informações sobre o corpo.
Segundo Beatriz, a família já entrou em contato com o consulado brasileiro e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), mas ainda aguarda respostas.
“Está muito confuso ainda. Não é uma coisa rápida, o fuso horário não bate, a gente precisa de resposta”, afirmou.
Família teme não conseguir recuperar o corpo
De acordo com a irmã, as informações recebidas até agora indicam que Hendrick estava em uma área considerada de risco. Por isso, a família avalia como muito difícil a possibilidade de recuperar o corpo do jovem.
“Quando é uma área em que eles conseguem fazer a limpeza, eles conseguem resgatar e fazer o reconhecimento. Mas quando é uma área de risco, não tem muito o que fazer. E ele estava em uma área de risco. Então, assim, infelizmente a gente acha que é quase impossível”, relatou Beatriz.
Diante da possibilidade de o corpo não ser recuperado, a família espera ao menos conseguir receber documentos, certificados, medalhas e a farda usada por Hendrick para prestar uma homenagem ao jovem.
Irmã critica pessoas interessadas em ir à guerra
Beatriz também afirmou ter recebido mensagens de pessoas interessadas em saber como ingressar no conflito. Ela criticou a postura dos que procuraram a família enquanto os parentes ainda lidam com a morte de Hendrick.
“É muita falta de noção vocês fazerem isso. A gente acabou de perder um familiar nosso e vocês estão perguntando como é para ir para lá? Cadê o contato do recrutador? Vocês estão malucos. Nem esse momento de dor vocês estão respeitando”, afirmou.
A família continua aguardando informações oficiais sobre o caso e sobre as possibilidades de identificação e eventual repatriação do corpo.
A reportagem do Metropoles procurou o Itamaraty para confirmar a morte e obter informações sobre o atendimento prestado à família, mas não havia recebido resposta até a publicação do material.
Matérias relacionadas
Ataque russo a escola usada para distribuição de ajuda humanitária deixa 31 mortos na Ucrânia
Urnas já estão abertas nos EUA para eleições que definirão controle do Congresso
Midterms nos EUA: eleição pode mudar o poder de Trump no Congresso
OMS cobra acordo global sobre pandemias diante de novas epidemias
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.