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PL oficializa nesta quarta-feira Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado

Senador do Rio Grande do Norte disputará o comando da Casa com Davi Alcolumbre, que busca a reeleição; votação da Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
PL oficializa nesta quarta-feira Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado
— Crédito: Divulgação

O Partido Liberal (PL) decidiu lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado Federal na disputa marcada para fevereiro de 2027. A oficialização está prevista para esta quarta-feira (4), em uma movimentação que coloca o partido em oposição à tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa.

A legenda terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 parlamentares, e decidiu manter a candidatura própria mesmo após receber propostas de acordo para desistir da disputa. Marinho já concorreu ao cargo em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco.

A eleição exige maioria absoluta dos votos, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores. Alcolumbre afirma a interlocutores que conta com o apoio de ao menos 48 parlamentares. Como a votação é secreta, o apoio anunciado por partidos e lideranças não garante, necessariamente, o voto individual de cada senador.

Progressistas e Republicanos declararam apoio à reeleição de Alcolumbre. Entre os nomes citados como favoráveis ao atual presidente estão os senadores Guilherme Derrite (PP), Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS).

Disputa envolve pautas estratégicas

A eleição para a presidência do Senado tem impacto direto na definição da agenda legislativa e na condução dos trabalhos da Casa. Entre as atribuições do presidente está decidir sobre o encaminhamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de organizar a pauta de votações.

Há dezenas de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo aguardando análise. A possibilidade de avanço dessas solicitações aparece entre os temas que influenciam as negociações políticas em torno da eleição.

Outro assunto presente nas articulações é a proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Alcolumbre discute a possibilidade de pautar um projeto sobre o tema, que também poderia alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos acontecimentos relacionados à tentativa de golpe de Estado.

A proposta divide parlamentares. O MDB demonstra resistência, enquanto setores da oposição e parte de integrantes da base governista defendem a discussão. As negociações sobre a anistia podem influenciar a composição de apoios para a eleição da Mesa Diretora.

PL negocia espaço na Câmara

Enquanto mantém candidatura própria no Senado, o PL negocia apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. A bancada do partido se reúne na terça-feira (3) para discutir o acordo e a distribuição das comissões permanentes.

O PL elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, ante 99 na composição anterior. O PT terá 70 parlamentares, enquanto a federação formada por PT, PCdoB e PV contará com 88 deputados.

Uma das prioridades do PL é garantir espaço na distribuição das presidências das comissões, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada estratégica na tramitação de propostas. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou interesse em comandar o colegiado.

A aproximação com Hugo Motta, no entanto, enfrenta resistências dentro do próprio PL, devido à relação do presidente da Câmara com o governo Lula. O PT também sinalizou desconforto com a possibilidade de Motta formar um bloco que inclua o partido de Flávio Bolsonaro.

No Senado, a dinâmica das negociações é diferente. A formação dos blocos partidários costuma ocorrer depois da eleição da Mesa Diretora, o que permite ao PL manter a candidatura de Marinho sem aderir previamente ao grupo de Alcolumbre.

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