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Zema critica juros e defende corte de gastos em evento em Curitiba

Candidato do Novo à Presidência apresentou propostas a empresários e falou em reformas administrativa e previdenciária

Zema critica juros e defende corte de gastos em evento em Curitiba Créditos: Malu Vaz

O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, criticou os juros, os gastos públicos e a carga tributária brasileira durante um evento com empresários e empreendedores nesta sexta-feira (7), na Associação Comercial do Paraná (ACP), em Curitiba.

Ex-governador de Minas Gerais, Zema apresentou propostas para a campanha e defendeu a redução das despesas do governo, além de reformas administrativa e previdenciária. Para o candidato, o país precisa de uma estrutura pública menor para facilitar investimentos e estimular a economia.

Durante o encontro, Zema também falou sobre a situação financeira que encontrou em Minas Gerais quando assumiu o governo, em janeiro de 2019.

“Peguei um estado arruinado, falido e desacreditado por um partido que não preciso nem citar o nome aqui. Eu tenho especialidade em massa falida. Eu já administrei uma”, afirmou.

Segundo o candidato, a situação encontrada no início da gestão parecia um “livro de ficção científica”.

Zema também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, a atual política econômica prejudica o setor produtivo.

“Estamos vendo um governo Lula, do PT, que maltrata quem sustenta o Brasil. Como governador, dei toda valorização para o setor produtivo”, declarou.

Zema critica juros e custo do crédito

Durante o evento, Zema afirmou que o custo elevado do crédito dificulta os investimentos das empresas brasileiras. Para explicar o cenário, comparou as dificuldades enfrentadas pelos empresários a uma “bota de chumbo”.

“O empresário brasileiro, todos os dias, na hora que ele levanta, calça uma bota de chumbo, com dois quilos em cada pé, e fica difícil trabalhar desse jeito no Brasil. O que eu quero é que essa bota vire um tênis de 100 gramas”, disse.

O candidato afirmou que pretende reduzir os custos para as empresas e colocou os juros entre os pontos que considera prioritários.

Zema citou a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, e afirmou que esse percentual não representa sozinho o custo final do dinheiro para os empresários.

“Um governo que gasta muito está hoje tornando os investimentos inviáveis. Qual empresário consegue comprar novas máquinas, equipamentos, com os juros que, se ele for ao banco pegar dinheiro, estão em 20%?”, questionou.

Na avaliação do candidato, os empresários brasileiros também enfrentam uma desvantagem em relação aos concorrentes estrangeiros.

“Enquanto o concorrente dele lá fora vai ao banco e pega dinheiro a 6%. Aí já tem uma diferença gritante”, afirmou.

Além dos juros, Zema citou a carga tributária, os encargos trabalhistas e os problemas de infraestrutura como dificuldades para as empresas.

“Temos só complicações”, resumiu.

Candidato defende reforma administrativa

Zema também defendeu uma reforma administrativa no governo federal. Segundo ele, a mudança deveria ter sido feita há mais tempo, mesmo que a medida provoque desgaste político.

“A reforma administrativa já deveria ter sido feita 15 anos atrás. É uma reforma impopular, mas você não faz nada que avance se não desagradar algumas pessoas”, afirmou.

O candidato classificou o Estado brasileiro como “obeso” e defendeu que um eventual ajuste fiscal seja feito principalmente pela redução das despesas, e não pelo aumento da arrecadação.

“O Estado no Brasil está obeso, está encorpado demais e só manda a conta para o pagador de impostos. Eu vou fazer o ajuste pelo lado da despesa e não da arrecadação, como esse governo tem feito”, declarou.

Entre as medidas citadas por Zema estão, além da reforma administrativa, uma nova reforma da Previdência e uma revisão dos programas sociais.

O candidato afirmou que os benefícios devem continuar sendo pagos às pessoas que realmente precisam deles.

Zema defende mais privatizações

O candidato do Novo também defendeu a ampliação das privatizações. Segundo Zema, o governo federal deveria concentrar seus esforços em áreas como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura, deixando de administrar empresas.

“O governo já tem muito o que fazer na área da saúde, da segurança pública, da educação, da infraestrutura. Não tem que ficar administrando empresa não”, disse.

Como exemplo, Zema citou sua experiência em Minas Gerais. Segundo ele, durante sua gestão foram vendidas 118 empresas e participações que pertenciam ao Estado.

“Em Minas eu vendi 118 empresas e participações que o Estado tinha e isso só ajudou a administração pública”, afirmou.

Zema também criticou o uso político de empresas estatais. Para ele, a manutenção dessas estruturas facilita a distribuição de cargos e contratos por interesses políticos.

“O que político mais gosta é ficar distribuindo cargo em estatais, arrumando contratos para alguém. É bom para fazer politicagem e é péssimo para as pessoas”, declarou.

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