Vulnerabilidade habitacional se tornou tema central na Câmara de Ponta Grossa
Dados apontam déficit habitacional alarmante, parlamentares discutem possíveis causas e resoluções
Por Valéria Mendes
Créditos: ac24horas
Pessoas em vulnerabilidade habitacional foram tema de debates na sessão ordinária que ocorreu na última segunda-feira (23), em Ponta Grossa. Os vereadores ressaltaram a importância da implementação da Casa Pop e buscam novos artifícios para que o número de pessoas em situações vulneráveis diminua.
A Campanha da Fraternidade, trazida pelo bispo Bruno Elizeu Versari, abriu um momento reflexivo na Câmara, diante dos altos índices de pessoas em vulnerabilidade social, não só na cidade, mas em todo o país. O vereador Careca (PV) trouxe um dado da CUFA (Central Única de Favelas), relatando que Ponta Grossa é a segunda maior cidade com número de favelas no Paraná. Segundo pesquisa de Necessidades Habitacionais do Paraná (coordenada pela Cohapar), mais de 500 mil pessoas se enquadram em critérios de déficit habitacional no estado. Fazendo um recorte apenas do município, um levantamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa apurou que cerca de 23 mil famílias vivem em situação habitacional precária.
Na reunião, o vereador Guilherme Maze (PT) ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida não foi suficiente para diminuir problemas habitacionais: “Em Ponta Grossa, esse programa, por exemplo, foi usado para causar especulação imobiliária, que é jogar os pobres para morar cada vez mais longe, para valorizar aqueles terrenos que estão entre um loteamento. Chega asfalto, chega água, chega luz, o que fica mais caro para toda a população, por exemplo, o transporte público. Mas esses vazios urbanos vão se valorizando e, necessariamente, esses vazios urbanos sempre são dos ‘amigos do rei’.”
Em 2025, foi aprovado um projeto de lei, de autoria do vereador Julio Kuller (MDB), que institui a Política Municipal de Produção Social de Moradias por Autogestão, com o objetivo de enfrentar problemas habitacionais na cidade. A PL permite que famílias organizadas em cooperativas ou associações participem ativamente das construções e planejamentos, com apoio de equipes especializadas.
Atualmente, projetos pontuais tentam mitigar o problema, como a previsão de 33 casas em Itaiacoca e outras unidades no bairro Ouro Verde, por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades.
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