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Trump critica Putin e ignora Maduro em ligação com líder russo

Presidente dos EUA comenta guerra na Ucrânia durante coletiva sobre captura de Nicolás Maduro e reage a cobrança da Rússia por libertação do venezuelano

Trump critica Putin e ignora Maduro em ligação com líder russo Créditos: Reprodução Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, neste sábado (3), durante uma coletiva de imprensa realizada em Mar-a-Lago, enquanto detalhava a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores.

Questionado sobre um telefonema recente com Putin e se o caso de Maduro teria sido tratado na conversa, Trump afirmou que o tema não foi abordado e aproveitou para demonstrar insatisfação com o líder russo. Segundo o republicano, Putin tem responsabilidade direta pelo conflito na Ucrânia.

“Não, nós não falamos de Maduro. Eu não estou feliz com ele, com Putin. Ele está matando muita gente”, declarou Trump.

Na sequência, o presidente norte-americano classificou a guerra na Ucrânia como um “banho de sangue” e afirmou que a responsabilidade pelo conflito é compartilhada entre o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Trump ressaltou que a guerra teve início antes de seu atual mandato.

Pouco antes da fala do republicano, o governo russo divulgou um comunicado oficial exigindo que os Estados Unidos libertem Nicolás Maduro e sua esposa. A chancelaria de Moscou classificou a ação norte-americana como uma violação da soberania venezuelana.

“Diante dos relatos confirmados de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa estão nos Estados Unidos, instamos veementemente a liderança americana a reconsiderar sua posição e libertar o presidente legitimamente eleito de um país soberano e sua esposa”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

No mesmo documento, a Rússia defendeu uma solução diplomática para o impasse entre Washington e Caracas e pediu diálogo entre os países. Antes da cobrança formal, Moscou já havia solicitado esclarecimentos imediatos sobre a operação militar realizada pelos Estados Unidos.

Trump confirmou que Maduro e Cilia Flores foram transportados de helicóptero até o navio de guerra USS Iwo Jima e seguem rumo a Nova York, onde devem ser julgados por tribunais norte-americanos por crimes relacionados ao narcoterrorismo.

O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que sua administração avalia os próximos passos para a condução da governança da Venezuela até que uma eventual transição de poder seja definida. Ele também associou a presença militar americana no país à exploração de recursos energéticos, especialmente o petróleo.

“A nossa presença na Venezuela tem tudo a ver com o petróleo. Vamos recuperar o petróleo, e essa riqueza ajudará os venezuelanos e reembolsará os danos causados ao nosso país”, declarou.

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