Vasco-AC x Velo Clube: Bruno joga, defende dois pênaltis e faz gol; clube homenageia presos por estupro e acaba eliminado
Vasco da Gama, do Acre, cai nos pênaltis para o Velo Clube em jogo pela Copa do Brasil
Créditos: Reprodução Redes Sociais
O goleiro Bruno estreou pelo Vasco-AC na Copa do Brasil nesta quinta-feira (19). Ele defendeu dois pênaltis e marcou um gol, mas não evitou a eliminação da equipe acreana diante do Velo Clube.
Com passagem marcante pelo Flamengo, onde foi campeão brasileiro em 2009, Bruno Fernandes foi condenado em 2012 a 23 anos e um mês de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a modelo Eliza Samúdio, que desapareceu em junho de 2010. Em 2019, ele progrediu para o regime semiaberto e, desde janeiro de 2023, está em liberdade condicional.
Jogo decidido na marca da cal
O Vasco-AC abriu o placar no primeiro tempo com Jean Lucas, em chute de fora da área. O Velo Clube empatou na etapa final com Ruan Souza, levando a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, o goleiro Paulo Vitor, do time paulista, defendeu duas batidas do Vasco-AC, que ainda desperdiçou outra cobrança. Bruno também defendeu dois pênaltis e converteu sua cobrança, mas a equipe paulista levou a melhor por 3 a 2.
Ruan Souza, Sillas e Rodrigo Alves marcaram para o Velo Clube. Com a classificação, o time paulista garantiu R$ 830 mil de premiação e enfrentará o Vila Nova na segunda fase.
Entrada em campo sob investigação policial
Antes da partida, o Vasco-AC entrou em campo segurando camisas de quatro jogadores presos preventivamente. O gesto foi interpretado como apoio aos atletas investigados por suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres nas dependências do clube, em Rio Branco.
Os jogadores citados na investigação são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior.
Segundo a Polícia Civil do Acre, uma das vítimas procurou atendimento médico e relatou violência sexual. A investigação aponta que o encontro teria começado de forma consensual com um dos atletas, mas evoluiu para um suposto crime envolvendo quatro jogadores.
Erick Luiz foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Os outros três tiveram prisão temporária decretada por até 40 dias.
