Toffoli nega pedido de Tony Garcia que poderia abrir caminho para candidatura em 2026
Ex-deputado buscava suspender acordo firmado com a Justiça que impede sua candidatura; decisão mantém restrição e ocorre em meio à disputa política envolvendo o senador Sérgio Moro no Paraná
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentado pelo ex-deputado Tony Garcia que poderia permitir uma eventual candidatura nas eleições de 2026. Garcia tentava suspender um acordo firmado com a Justiça que atualmente impede sua participação em disputas eleitorais.
A decisão mantém vigente a restrição relacionada ao compromisso judicial firmado anteriormente e representa um obstáculo para a tentativa do ex-deputado de retornar à política eleitoral. O pedido analisado pelo ministro buscava afastar os efeitos do acordo que, segundo a defesa de Garcia, limitava seus direitos políticos.
A decisão ocorre em meio às articulações políticas no Paraná para as eleições de 2026 e ganhou repercussão por envolver um antigo adversário político do senador Sérgio Moro. Tony Garcia e Moro protagonizaram uma relação marcada por conflitos públicos, especialmente após acusações e disputas judiciais envolvendo o ex-juiz da Operação Lava Jato.
O caso também passou a ser acompanhado pelo Democracia Cristã (DC) no Paraná, partido que anunciou apoio ao senador Sérgio Moro. A legenda avalia medidas na Justiça Eleitoral contra pesquisas de intenção de voto que incluam o nome de Tony Garcia.
Segundo o diretório estadual do DC, os institutos de pesquisa foram comunicados sobre a mudança no cenário político após a definição do apoio a Moro e sobre a necessidade de atualização dos questionários. O partido sustenta que, com a nova configuração eleitoral, os levantamentos deveriam adequar os nomes apresentados aos eleitores.
A legenda afirma que a situação do Instituto IRG será analisada separadamente, pois o trabalho de campo teria iniciado no mesmo período do anúncio do apoio ao senador. Já em relação aos institutos Veritá, Radar e Ranking, o DC afirma que teria havido tempo suficiente para a atualização dos questionários.
A possível judicialização das pesquisas envolve levantamentos registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para os cargos de governador e senador. O partido afirma que a análise jurídica será individualizada e que eventuais pedidos de impugnação dependerão da verificação dos registros, datas de coleta e informações encaminhadas aos institutos.
A decisão de Toffoli acrescenta um novo elemento ao debate eleitoral, já que a situação jurídica de Tony Garcia influencia diretamente a possibilidade de seu nome aparecer como candidato ou ser incluído em cenários de pesquisas de intenção de voto.
Apesar disso, o Democracia Cristã afirma que ainda não considera as pesquisas necessariamente irregulares. A legenda diz que pretende avaliar se houve respeito às informações comunicadas aos institutos antes de tomar qualquer medida judicial.
Com a manutenção da decisão do STF, Tony Garcia segue impedido, neste momento, de disputar uma eleição, enquanto partidos do Paraná continuam reorganizando alianças e estratégias para o pleito de 2026. O cenário envolve a movimentação de nomes como Sérgio Moro, que busca consolidar apoio político no Estado, e outros grupos que articulam candidaturas para as vagas de governador e senador.
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