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Temporal com ventos de até 124,9 km/h provoca estragos no Paraná

Catedral é destelhada, carro é levantado pelo vento e dezenas de milhares de imóveis ficam sem energia durante tempestade

Por Repórter Gazeta do Paraná

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Temporal com ventos de até 124,9 km/h provoca estragos no Paraná Créditos: divulgação

Uma forte tempestade atingiu diferentes regiões do Paraná entre a tarde e a noite desta segunda-feira (21), provocando destelhamentos, quedas de árvores, danos em imóveis, veículos e interrupções no fornecimento de energia. Em Apucarana, no Norte do Estado, o Simepar registrou rajada de 124,9 km/h, suficiente para destelhar a Catedral Basílica Pontifícia Nossa Senhora de Lourdes.

Em Francisco Beltrão, no Sudoeste, a força dos ventos levantou um carro que estava estacionado e o veículo acabou sobre outro automóvel. A Defesa Civil apontou as regiões Sudoeste e Noroeste entre as mais atingidas pelo temporal.

Em Maringá, foram registradas 21 quedas de árvores até a noite de segunda-feira, além de danos em imóveis e veículos e queda de postes. A Copel informou que aproximadamente 84 mil imóveis na região Norte ficaram sem energia após a passagem da tempestade.

No Oeste, Formosa do Oeste registrou queda de granizo com pedras de grande tamanho. Em um distrito de Santa Tereza do Oeste, cerca de 8 casas foram atingidas pelo temporal. Árvores caíram e galpões foram destelhados. Equipes da Defesa Civil estiveram no local e distribuíram lonas aos moradores.

Também foram registradas rajadas fortes em outras regiões. Em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, o vento chegou a 95,4 km/h. Em General Carneiro e no distrito de Horizonte, em Palmas, foram registrados 83,9 km/h. Em Altônia, no Noroeste, a rajada chegou a 74,2 km/h. Nos aeroportos, houve registros de 86,8 km/h em Curitiba e Maringá e de 83,2 km/h em Foz do Iguaçu.

Em Curitiba, a tempestade provocou quedas de árvores, alagamentos, destelhamentos, falta de energia e queda de muros. No bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), um muro caiu sobre uma residência, que precisou ser interditada. Em Santa Felicidade, uma árvore atingiu uma casa, um carro e um poste.

Até as últimas informações divulgadas, não havia registro de mortes ou pessoas desabrigadas em decorrência do temporal.

 Previsão mantém atenção para temporais

A instabilidade deve continuar nesta terça-feira (22), principalmente entre o Leste e o Noroeste do Paraná. Há possibilidade de chuva também nos Campos Gerais, Vale do Ribeira e Norte. No Oeste, Sudoeste e Centro-Sul, a previsão indica chuva mais fraca e tendência de melhora ao longo da tarde.

O cenário ocorre justamente na transição para a primavera, que começa oficialmente nesta terça-feira (22), às 21h05, no Hemisfério Sul. Segundo o Inmet, a estação deverá ser marcada pela influência de um El Niño em processo de intensificação.

 Primavera começa sob influência de El Niño muito forte

A primavera começa oficialmente nesta terça-feira (22) sob a influência de um El Niño que vem ganhando força no Oceano Pacífico Equatorial. De acordo com a atualização mais recente do Inmet, baseada nos dados da NOAA, existe probabilidade superior a 90% de que o fenômeno alcance intensidade muito forte durante a primavera e o verão de 2026-2027.

A projeção também aponta 75% de probabilidade de que o episódio fique entre os mais fortes registrados desde 1950 no trimestre de outubro a dezembro. Em agosto, as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Leste ultrapassaram 3°C.

Para o Brasil, os efeitos do El Niño não são uniformes. O Sul aparece entre as regiões com maior probabilidade de registrar chuvas acima da média, enquanto áreas do Norte e Nordeste apresentam tendência oposta. O fenômeno também pode favorecer períodos de maior instabilidade e eventos extremos, mas não permite determinar, com meses de antecedência, quando ou onde ocorrerá uma tempestade específica.

O Inmet ressalta que as previsões climáticas são atualizadas continuamente à medida que novos dados sobre o oceano e a atmosfera são incorporados aos modelos. O Cemaden também aponta possibilidade de um El Niño muito forte durante a primavera e o verão e indica permanência do fenômeno pelo menos até o início de 2027.

Foto: Divulgação 

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