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STJ marca depoimento de mulheres que acusam ministro Marco Buzzi de assédio Créditos: SERGIO AMARAL/STJ

STJ marca depoimento de mulheres que acusam ministro Marco Buzzi de assédio

Processo administrativo disciplinar contra o magistrado afastado terá depoimentos de duas mulheres e de testemunhas de defesa e acusação; caso criminal corre no STF

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu para o próximo dia 11 de junho a oitiva das duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Na mesma data, também deverão ser ouvidas 20 testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação no processo administrativo disciplinar instaurado contra o magistrado.

Buzzi foi afastado de suas funções após a abertura do procedimento interno para apurar as denúncias apresentadas contra ele. O caso também é analisado na esfera criminal pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que, na condição de ministro do STJ, ele possui foro por prerrogativa de função.

A primeira denúncia envolve uma jovem que seria filha de um casal de amigos do magistrado. Segundo a acusação, o episódio teria ocorrido durante um período de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em janeiro deste ano. O relato aponta que o ministro teria tentado agarrá-la durante um banho de mar.

Após a divulgação do caso, uma ex-funcionária terceirizada que atuava no gabinete de Marco Buzzi também procurou as autoridades para relatar suposto episódio de assédio sexual.

Desde o surgimento das acusações, a defesa do ministro nega qualquer irregularidade e sustenta que os fatos apresentados não correspondem à realidade. Os advogados afirmam que a inocência do magistrado será demonstrada ao longo da apuração.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a defesa informou que continuará acompanhando o processo com serenidade e respeito às instituições envolvidas.

“Foram indicadas 30 testemunhas pela defesa, das quais 16 foram admitidas pela comissão processante e certamente contribuirão para o esclarecimento dos fatos”, afirmaram os advogados.

O processo administrativo segue em andamento no STJ, enquanto o STF avalia os desdobramentos do caso na esfera criminal.

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