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Mortes por doenças respiratórias caem 39% no Paraná em 2026, aponta Sesa Créditos: Agência Brasil

Mortes por doenças respiratórias caem 39% no Paraná em 2026, aponta Sesa

Com queda de 39,33% no número de óbitos, Paraná inicia 2026 com indicadores positivos para SRAG. Secretaria da Saúde reforça cuidados e monitora vírus respiratórios antes do início do outono

O Paraná registrou queda no número de casos e de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam que, até a semana epidemiológica 8, foram contabilizados 2.100 casos e 91 mortes no Estado.

No mesmo recorte de 2025, haviam sido registrados 2.322 casos e 150 óbitos. Os números indicam redução de 9,56% nas notificações e queda de 39,33% no total de mortes relacionadas à doença.

Apesar da diminuição dos registros, a Secretaria da Saúde alerta para a necessidade de manter as medidas de prevenção, especialmente com a aproximação do outono, que começa em 20 de março.

Outono aumenta circulação de vírus

De acordo com a Sesa, a mudança de estação costuma favorecer a circulação de vírus respiratórios. A queda das temperaturas e a maior permanência das pessoas em ambientes fechados aumentam o risco de transmissão de doenças respiratórias.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou que o monitoramento dos indicadores permite ao Estado adotar medidas preventivas ao longo do ano.

Segundo ele, a redução nos registros e, principalmente, nas mortes é um dado positivo, mas a vigilância precisa continuar.

“Seguimos atentos. A chegada do outono costuma favorecer a circulação de vírus respiratórios, por isso reforçamos a importância da vacinação e das medidas de prevenção para proteger a população”, afirmou.

Procura por atendimento segue estável

Segundo a Secretaria da Saúde, até o momento não houve aumento significativo na procura por atendimento nas unidades públicas de saúde.

De acordo com Beto Preto, a demanda por atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) permanece dentro do esperado para o período.

Mesmo assim, o secretário destacou que o cenário pode mudar com a chegada do inverno, quando historicamente há aumento nas doenças respiratórias.

“Sabemos que, sazonalmente, com a chegada do outono e depois do inverno, é possível que haja aumento na demanda. Por isso seguimos monitorando a situação”, afirmou.

O que é a SRAG

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é um quadro respiratório que evolui com maior gravidade e geralmente exige internação hospitalar.

Entre os principais sintomas estão febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e queda na saturação de oxigênio.

A Secretaria de Saúde destaca que o monitoramento das síndromes respiratórias ocorre de forma contínua no Paraná, permitindo acompanhar o comportamento epidemiológico das doenças e orientar ações de prevenção e assistência.

Medidas de prevenção

Entre as principais orientações para reduzir o risco de contágio estão manter a vacinação em dia e higienizar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições ou após tossir e espirrar.

Também é recomendado manter ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.

Outra orientação é cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos sem higienização e não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas ou talheres.

Pessoas com sintomas respiratórios devem procurar atendimento médico, principalmente em casos de agravamento. O cuidado deve ser redobrado entre grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.

Além disso, crianças e adultos com sintomas da doença devem permanecer afastados de atividades escolares ou de trabalho até pelo menos 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.

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