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Setor produtivo pressiona Alep para barrar aumento indireto de impostos no Paraná

G7 Paraná pede urgência na tramitação de projeto que impede inclusão dos novos tributos da Reforma Tributária na base de cálculo do ICMS e alerta para risco de aumento da carga tributária

Por Eliane Alexandrino

Setor produtivo pressiona Alep para barrar aumento indireto de impostos no Paraná Créditos: Divulgação

Representantes das principais entidades do setor produtivo paranaense estiveram na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para reforçar a defesa de um projeto que busca impedir o aumento indireto da carga tributária no Estado com a implementação da Reforma Tributária.

A mobilização foi liderada pelo G7 Paraná, grupo que reúne entidades representativas da indústria, comércio, agricultura, transportes, cooperativismo e demais segmentos produtivos. Durante reunião com a Presidência da Assembleia, as lideranças solicitaram celeridade na tramitação do Projeto de Lei nº 523/2026.

A proposta, apresentada pelo deputado estadual Fabio Oliveira, pretende impedir que os novos tributos criados pela Reforma Tributária a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo sejam incorporados à base de cálculo do ICMS no Paraná.

Na avaliação das entidades, a medida evita a chamada tributação em cascata, situação em que um imposto passa a compor a base de cálculo de outro tributo, aumentando os custos para empresas e consumidores.

O coordenador do G7 Paraná e presidente da Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que a iniciativa busca ampliar o diálogo com o Poder Legislativo e sensibilizar o Governo do Estado sobre os possíveis impactos econômicos da mudança.

“Viemos à Assembleia para discutir a importância do projeto para toda a sociedade paranaense e demonstrar os reflexos que ele pode ter sobre a atividade econômica”, afirmou.

Segundo o deputado Fabio Oliveira, a proposta foi construída em conjunto com as entidades empresariais e tem caráter preventivo, diante das incertezas que ainda cercam a regulamentação e os efeitos práticos da Reforma Tributária.

“O objetivo é garantir segurança jurídica e evitar que o Paraná permita uma cobrança que aumente custos para quem produz, investe e gera empregos”, declarou o parlamentar.

As entidades também argumentam que a aprovação do projeto contribuiria para preservar a competitividade das empresas paranaenses diante do novo sistema tributário nacional.

Representando a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Helena Sperandio destacou que ainda existem dúvidas sobre os impactos efetivos da reforma e que o projeto surge como uma forma de prevenção.

Já o representante da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Manoel Jorge dos Santos Neto, afirmou que a proposta não reduz a arrecadação estadual, mas impede a ampliação da carga tributária sobre a atividade produtiva.

O Projeto de Lei nº 523/2026 segue em tramitação na Assembleia Legislativa e conta com apoio formal do G7 Paraná e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR). A expectativa do setor produtivo é que a matéria avance nas próximas semanas e seja analisada pelos deputados ainda neste semestre.

Foto: Divulgação 

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