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Rodovia que liga Curitiba a São Paulo será leiloada com previsão de R$ 7,2 bilhões em investimentos

Nova concessão da Régis Bittencourt prevê obras de duplicação, melhorias na infraestrutura e deve reforçar corredor logístico entre o Paraná e o Sudeste

Rodovia que liga Curitiba a São Paulo será leiloada com previsão de R$ 7,2 bilhões em investimentos Créditos: Roberto Dziura Jr/AEN

Uma das principais ligações entre o Paraná e São Paulo será leiloada na próxima quarta-feira (23). A concessão da BR-116, no trecho da Régis Bittencourt que conecta Curitiba à capital paulista, prevê R$ 7,2 bilhões em investimentos ao longo de 15 anos e é considerada o último grande leilão federal de rodovias previsto para 2026.

O trecho tem 383 quilômetros de extensão e é um dos principais corredores logísticos do país, utilizado diariamente para o transporte de cargas entre o Sul e o Sudeste, incluindo o escoamento da produção paranaense em direção ao Porto de Paranaguá.

A empresa vencedora será definida pelo maior desconto oferecido na tarifa de pedágio e assumirá a operação da atual concessionária Autopista Régis Bittencourt, controlada pela Arteris.

Contrato prevê duplicações e novas obras

O novo contrato estabelece investimentos em obras de infraestrutura, entre elas 69 quilômetros de duplicações, implantação de vias marginais, contornos urbanos e serviços de conservação e manutenção da rodovia.

A expectativa é que as intervenções aumentem a capacidade da estrada e melhorem a segurança e a fluidez do tráfego em um dos principais eixos rodoviários do país.

Corredor é estratégico para o Paraná

Relatórios de bancos que acompanham o setor apontam que a localização da rodovia é um dos principais atrativos para investidores.

Segundo o BTG Pactual, a BR-116 desempenha papel estratégico para o agronegócio, já que faz parte da rota utilizada para o transporte de cargas até o Porto de Paranaguá, garantindo elevado fluxo de caminhões e receita considerada estável para a futura concessionária.

O Bradesco BBI também destaca o potencial de rentabilidade do ativo. De acordo com a instituição, o projeto pode gerar retornos entre 15% e 20%, dependendo do desconto oferecido na tarifa de pedágio, do volume de tráfego e da eficiência operacional alcançada pela empresa vencedora.

Modelo busca atrair concorrência

O leilão será realizado por meio de um modelo de renegociação regulatória. Nesse formato, a empresa vencedora assume a sociedade responsável pela concessão e também herda a dívida existente do contrato.

Segundo analistas, a estrutura reduz parte dos riscos do negócio ao prever mecanismos de compartilhamento para situações como variações no tráfego, custos de obras, desapropriações e licenciamento ambiental.

Apesar do potencial econômico do trecho, a expectativa do mercado é de uma disputa sem ofertas consideradas agressivas. Os elevados juros no país e o alto volume de investimentos realizados recentemente pelas concessionárias tendem a limitar os descontos apresentados durante o leilão.

Entre as empresas que podem disputar o ativo estão a EPR, a EcoRodovias, a gestora Pátria Investimentos e a própria Arteris, atual operadora da rodovia.

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