Ricardo Barros vê instabilidade após escolha de Sandro Alex por Ratinho
O deputado federal Ricardo Barros afirmou que a Federação União Progressista vai decidir apenas em agosto qual candidatura apoiará ao Governo do Paraná
Créditos: Reprodução / Câmara dos Deputados
O deputado federal Ricardo Barros (PP) afirmou que o cenário da sucessão ao Governo do Paraná segue indefinido e justificou a decisão da Federação União Progressista de deixar para o início de agosto a definição sobre qual candidatura apoiará nas eleições de 2026.
Em entrevista à CBN Maringá, o presidente do PP no Paraná disse que a escolha do deputado federal Sandro Alex (PSD) como candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD) provocou um ambiente de incerteza entre lideranças políticas.
"A gente vai deixar para o último dia porque infelizmente o cenário está tumultuado para o governo. A escolha do governador do seu candidato Sandro Alex criou uma certa instabilidade. As pessoas não estão muito confiantes neste processo, que pode dar certo, não estou dizendo que não possa dar certo", afirmou.
Segundo Barros, a proximidade da eleição permitirá uma avaliação mais precisa sobre a viabilidade das candidaturas.
Federação mantém negociações abertas
A convenção da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, está marcada para 5 de agosto. Até lá, a estratégia é manter diálogo com diferentes grupos políticos antes de definir o posicionamento na disputa pelo Palácio Iguaçu.
Ricardo Barros afirmou que o cenário permanece aberto e citou diferentes possibilidades para o segundo turno, envolvendo nomes como Sergio Moro (União Brasil), Rafael Greca (MDB), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT).
Apesar disso, disse acreditar que Moro deve estar entre os candidatos classificados para a fase final da eleição.
Vice não é prioridade
Durante a entrevista, Ricardo Barros revelou que a Federação União Progressista recebeu convite para indicar o candidato a vice-governador em uma das chapas em negociação.
Ele, no entanto, afirmou que esse não é o principal objetivo do grupo, embora não descarte ocupar a vaga caso isso seja necessário para consolidar uma aliança.
Segundo o parlamentar, a definição dependerá do andamento das conversas nas próximas semanas.
Federação é considerada peça-chave na eleição
Com cerca de dois minutos e meio de tempo de propaganda eleitoral e uma das maiores parcelas do fundo eleitoral, a Federação União Progressista tornou-se um dos principais alvos das articulações para a disputa ao governo estadual.
Além da possibilidade de apoiar uma candidatura, também existe a hipótese de o grupo permanecer neutro no primeiro turno e liberar seus filiados para apoiar diferentes candidatos.
Na prática, essa divisão já ocorre dentro da federação.
O ex-prefeito de Ponta Grossa Jocelito Canto (PP), por exemplo, declarou apoio ao ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca. Já os deputados federais Toninho Wandscheer e Dilceu Sperafico participam da pré-campanha de Sandro Alex.
Recentemente, o ex-prefeito de Guarapuava Cesar Silvestri Filho também oficializou apoio à pré-candidatura do senador Sergio Moro.
Com a definição da Federação prevista apenas para agosto, a expectativa é de que as negociações entre os principais grupos políticos do Paraná se intensifiquem nas próximas semanas.
