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Requião Filho critica gestão Ratinho e promete rever privatizações

Candidato do PDT diz que aprovação do atual governo é influenciada por propaganda e defende retomada do controle da Copel

Por Gazeta do Paraná

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Requião Filho critica gestão Ratinho e promete rever privatizações Créditos: Assessoria

O candidato do PDT ao Governo do Paraná, deputado estadual Requião Filho, criticou a gestão do governador Ratinho Junior (PSD) e afirmou que a avaliação positiva do governo está relacionada ao volume de gastos com publicidade e à falta de atuação de órgãos fiscalizadores. A declaração foi dada nesta terça-feira (11), durante sabatina promovida por Folha e UOL.

Segundo o candidato, a imagem de um Paraná com bons indicadores não corresponderia à realidade vivida pela população. Requião Filho afirmou que o governo atual atenderia principalmente a uma parcela da sociedade e citou a privatização da Copel como exemplo. Para ele, a venda da companhia teria contribuído para o aumento das tarifas de energia.

Durante a entrevista, o pedetista confirmou que, caso seja eleito, pretende buscar formas de recuperar o controle acionário da Copel. Ele citou três possibilidades: alterações na legislação para permitir a recompra das ações, medidas judiciais e investigações sobre o processo de privatização.

Requião Filho afirmou que Polícia Federal e Ministério Público deveriam apurar os procedimentos relacionados à venda e mencionou suspeitas de favorecimento e direcionamento, sem apresentar provas. Segundo ele, caso irregularidades sejam comprovadas, a operação poderia ser questionada judicialmente. O candidato também cobrou transparência sobre o andamento das investigações.

Críticas ao governo federal

A relação com o governo federal também foi abordada durante a sabatina. Requião Filho afirmou que não retira críticas feitas anteriormente às administrações do PT e disse que esperava uma postura mais firme do governo Lula diante da privatização da Copel e dos novos contratos de pedágio no Paraná.

Apesar das divergências, declarou apoio ao presidente Lula e afirmou que a aliança com o PT no Paraná ocorre em torno de pautas que considera essenciais. O candidato também defendeu que eventuais denúncias de corrupção envolvendo recursos públicos sejam investigadas independentemente do partido dos envolvidos.

Sobre os pedágios, Requião Filho afirmou que pretende pedir ao governo federal e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a suspensão dos lotes que ainda não foram leiloados e dos contratos que não entraram em execução. Para os contratos já em andamento, defendeu fiscalização rigorosa.

Propostas para educação e impostos

Na área da educação, o candidato afirmou que pretende rever o modelo de escolas cívico-militares adotado no Paraná e também as parcerias com empresas privadas para manutenção e administração de unidades da rede estadual.

Requião Filho também defendeu uma revisão de benefícios fiscais concedidos a empresas. Segundo ele, existem isenções que precisam ser reavaliadas por não apresentarem justificativas suficientes.

Durante a sabatina, o candidato ainda se posicionou favoravelmente à posse e ao porte de armas, declarou ser contra as bets e à redução da maioridade penal. Também defendeu o voto impresso e se posicionou contra a descriminalização do porte e uso de maconha. Sobre o aborto, afirmou que considera suficiente a legislação atualmente em vigor.

Trajetória política

Requião Filho está no terceiro mandato como deputado estadual e construiu sua trajetória no Legislativo como um dos principais nomes da oposição aos governos de Beto Richa e Ratinho Junior.

Filho do ex-governador Roberto Requião, passou pelo MDB e posteriormente acompanhou o pai na filiação ao PT. Os dois deixaram a legenda e ingressaram no PDT em 2025. Requião Filho, porém, voltou a se aproximar do PT e atualmente integra uma aliança que reúne partidos de esquerda e centro-esquerda em torno de sua candidatura ao Governo do Paraná.

Na sabatina, o candidato também defendeu o legado político do pai, mas afirmou ter diferenças de estilo e geração. Ao definir sua própria trajetória, disse ser uma espécie de “Requião 2.0”, combinando características herdadas da família com uma atuação política própria.

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