Requião confronta Sandro Alex sobre relação do PSD com governo Lula durante debate
Candidato do PDT rebateu críticas ao governo federal e lembrou que o PSD ocupou ministérios na gestão do presidente Lula
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O debate entre os candidatos ao Governo do Paraná realizado pela Band neste domingo (9) teve como um dos principais momentos de confronto a troca de acusações entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) sobre a relação dos partidos com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A discussão ocorreu horas depois de Sergio Moro (PL) anunciar que não participaria do debate e acusar PT e PSD de integrarem um suposto “jogo combinado”. Durante o encontro, Sandro Alex criticou a administração federal e associou Requião ao grupo político de Lula. O candidato do PDT respondeu lembrando a participação do PSD no governo federal.
Ao defender a política tributária do Paraná, Sandro afirmou que o Estado permanece entre os que possuem menor carga tributária e criticou o governo federal. Na avaliação do candidato do PSD, a administração petista mantém uma carga elevada de impostos e contribui para o endividamento da população.
Sandro também direcionou a crítica a Requião Filho, afirmando que o candidato do PDT integra o campo político ligado ao governo Lula.
Requião, porém, decidiu responder destacando a participação do próprio PSD na administração federal.
“Sandro, vocês têm três ministérios no governo do PT. O teu partido, o PSD, tem três ministérios no governo do PT”, afirmou Requião durante o debate.
Na sequência, o candidato do PDT elevou o tom e disse: “Pare de falar mal de quem o seu partido apoia abertamente”.
Relação entre PSD e governo Lula
A afirmação de Requião faz referência à participação do PSD na formação do governo Lula. Desde o início do terceiro mandato do presidente, integrantes da legenda ocuparam ministérios.
Entre os nomes indicados pelo partido estiveram Carlos Fávaro, na Agricultura e Pecuária; Alexandre Silveira, em Minas e Energia; e André de Paula, na Pesca e Aquicultura.
A composição, entretanto, sofreu alterações ao longo de 2026. Carlos Fávaro deixou o Ministério da Agricultura para disputar novamente uma vaga no Senado. André de Paula foi posteriormente transferido da Pesca para a Agricultura, enquanto Alexandre Silveira permaneceu no Ministério de Minas e Energia.
A Pesca passou a ser comandada por Rivetla Édipo Araújo Cruz. Dessa forma, a referência de Requião aos três ministérios remete à composição política original do PSD no governo Lula, embora a distribuição das pastas tenha sido alterada posteriormente.
Moro havia citado PT e PSD
O confronto no debate ocorreu no mesmo dia em que Sergio Moro justificou sua ausência do encontro. O senador e candidato do PL afirmou que não pretendia participar do que classificou como um “jogo combinado” entre adversários.
Ao explicar a decisão, Moro citou diretamente PT e PSD.
“Eu vou deixar pela primeira vez o PT e o PSD se degladiarem”, declarou.
Moro também classificou os grupos políticos adversários como “amigos” e “aliados” de Lula. A declaração foi utilizada para justificar sua ausência e reforçar a crítica à relação entre as siglas.
A participação do PSD no governo federal, no entanto, não comprova a acusação de Moro de que exista um acordo eleitoral entre PT e PSD para o debate ou para a disputa pelo Governo do Paraná.
PSD tem projeto próprio na eleição nacional
Apesar da participação de integrantes do partido no governo Lula, o PSD apresenta candidatura própria à Presidência da República em 2026. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disputa o cargo pela legenda, enquanto Gilberto Kassab integra a chapa como candidato a vice-presidente.
A configuração evidencia uma relação política que envolve participação administrativa no governo federal, mas também projetos eleitorais distintos para a eleição deste ano.
Disputa no Paraná
No Paraná, Requião Filho disputa o Governo do Estado pelo PDT e conta com o apoio de partidos do campo político ligado ao PT. Sandro Alex é candidato pelo PSD e representa o grupo político do governador Ratinho Junior.
Durante o debate, Sandro utilizou críticas ao governo Lula como contraponto ao projeto que pretende apresentar para o Paraná. Requião, por sua vez, explorou a presença do PSD na administração federal para questionar a coerência das críticas feitas pelo adversário.
O episódio ocorreu em meio a uma disputa eleitoral marcada pela tentativa dos candidatos de estabelecer diferenças ideológicas e políticas entre os projetos apresentados ao eleitor paranaense.
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