O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do movimento Missão, afirmou nesta quinta-feira (21) acreditar que pode atrair parte do eleitorado ligado ao senador Flávio Bolsonaro após o desgaste envolvendo o nome do parlamentar em meio às investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração foi feita durante entrevista ao portal Poder360.
Segundo Renan Santos, sua pré-candidatura representa um espaço “novo” dentro da direita brasileira e teria potencial de crescimento no cenário eleitoral.
“Eu me vejo subindo nas pesquisas, sim. Me vejo tirando o Flávio do 2º turno, sim”, declarou.
Críticas ao bolsonarismo
Durante a entrevista, Santos afirmou que parte dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estaria se afastando da família Bolsonaro após a divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Na terça-feira (19), o senador confirmou ter se encontrado com o fundador do Banco Master após a primeira prisão do empresário pela Polícia Federal, registrada no fim de 2025.
“A militância do bolsonarismo meio que está desaparecendo. Eles desistiram do Flávio. Acho que ontem foi o dia que todo mundo falou: ‘Ok, eu cansei, eu não vou mais ficar, não dá mais para passar tanto pano’”, afirmou.
Crescimento nas redes e pesquisas
Apesar das críticas ao grupo bolsonarista, Renan Santos disse que o avanço de sua pré-candidatura não depende diretamente da queda de popularidade de Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, sua candidatura já vinha apresentando crescimento em pesquisas, engajamento digital e indicadores de interesse na internet.
“Eu já vinha em uma curva de subida detectada pelas pesquisas, pelo Google Trends e pelo aumento do meu engajamento nas redes sociais. Estou ficando cada vez mais conhecido porque apresento propostas que muitas pessoas consideram interessantes e ousadas”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que pretende se diferenciar de outros nomes ligados à direita brasileira.
“Estou propondo algo muito diferente do que está sendo discutido hoje. O que é novo tende a crescer independentemente de qualquer coisa”, disse.
Governadores e alianças
Renan Santos também criticou governadores e outros pré-candidatos alinhados ao bolsonarismo. Segundo ele, esses grupos ainda dependeriam politicamente da influência da família Bolsonaro.
“A estratégia deles é esperar o Flávio cair para crescer. Nós temos um caminho próprio de futuro”, afirmou.
Questionado sobre alianças políticas para a disputa presidencial, Santos não revelou nomes, mas afirmou que mantém conversas em estados das regiões Sul e Nordeste.
“Há pelo menos um estado no Sul, com grandes conversas, e dois no Nordeste. São Paulo é impossível. São Paulo é mais complicado”, declarou.