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Arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 278 bilhões em abril Créditos: Getty Images

Arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 278 bilhões em abril

Crescimento foi puxado pela alta do emprego formal e pela disparada de 541% nos tributos do setor de petróleo

A arrecadação do governo federal bateu recorde em abril de 2026 e somou R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (21) pela Receita Federal e representa o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

Na comparação com abril de 2025, o crescimento real foi de 7,82%, já descontada a inflação.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a arrecadação federal alcançou R$ 1,05 trilhão, alta real de 5,41% em relação ao mesmo período do ano passado. Também é o melhor desempenho da série histórica para um primeiro quadrimestre.

Entre os principais números divulgados pela Receita Federal estão:

• arrecadação em abril: R$ 278,8 bilhões;
• arrecadação acumulada no ano: R$ 1,05 trilhão;
• IRPJ e CSLL: R$ 64,8 bilhões;
• receita previdenciária: R$ 62,7 bilhões;
• Imposto de Renda sobre rendimentos de capital: R$ 13,2 bilhões;
• arrecadação ligada ao petróleo e gás: R$ 11,4 bilhões em abril.

Economia e petróleo impulsionaram resultado

Segundo a Receita Federal, o desempenho foi puxado principalmente pelo crescimento da economia brasileira, pelo aumento do emprego formal e pela valorização internacional do petróleo.

O avanço da arrecadação previdenciária foi um dos fatores que mais contribuíram para o resultado. O aumento da formalização do mercado de trabalho elevou automaticamente o recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Também houve crescimento nas receitas relacionadas ao consumo, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Outro fator apontado pela Receita foi o aumento da tributação sobre aplicações financeiras e operações cambiais após mudanças realizadas no sistema tributário em 2025.

A retomada gradual da cobrança integral da folha de pagamentos de alguns setores econômicos e das contribuições patronais de municípios também ajudou a elevar a arrecadação.

Empresas pagaram mais impostos

A arrecadação com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) chegou a R$ 64,8 bilhões em abril, com crescimento real de 7,73%.

De acordo com a Receita, o resultado indica aumento nos lucros tributáveis das empresas em diferentes regimes fiscais, como lucro presumido, estimativa mensal e balanço trimestral.

Previdência teve alta

A receita previdenciária arrecadou R$ 62,7 bilhões no mês, crescimento real de 4,83%.

O resultado foi influenciado pela alta da massa salarial no país, que cresceu 3,61% em março na comparação anual.

A arrecadação previdenciária vinculada ao Simples Nacional também apresentou avanço de 9,18%.

Investimentos e aplicações financeiras

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital somou R$ 13,2 bilhões em abril, com crescimento real de 25,45%.

Segundo a Receita Federal, o aumento ocorreu principalmente por causa da maior tributação sobre aplicações de renda fixa e pelo avanço da arrecadação com Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo utilizado por empresas para remunerar acionistas.

A arrecadação sobre JCP teve crescimento de 94,74% em relação ao mesmo mês de 2025.

Petróleo e gás tiveram disparada

Um dos maiores destaques do levantamento foi o setor de petróleo e gás natural.

A arrecadação relacionada aos tributos e royalties do setor cresceu 541% em abril, alcançando R$ 11,4 bilhões.

No acumulado do ano, a alta chega a 264%, totalizando R$ 40,2 bilhões.

Segundo a Receita Federal, o avanço foi impulsionado pela valorização internacional do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e ao conflito envolvendo o Irã.

Com o barril mais caro no mercado internacional, empresas do setor registraram aumento nos lucros e, consequentemente, elevaram o pagamento de impostos e royalties ao governo federal.

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