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Ex-vereador de Araucária tem prisão decretada por 'rachadinha' e está foragido
Condenado a mais de 8 anos em regime fechado, ex-parlamentar é o primeiro da legislatura de 2013-2016 a ter condenação definitiva pelo crime; assessores devolviam até 70% do salário
O ex-vereador de Araucária, Vanderlei Cabeleleiro, teve a prisão decretada pela Justiça nesta quarta-feira (20) após condenação definitiva por crimes de concussão relacionados à prática de “rachadinha” durante o mandato entre 2013 e 2016.
A condenação é resultado de denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araucária. O processo teve origem nas investigações da Operação Sinecuras, deflagrada em 2018 para apurar supostas irregularidades envolvendo os poderes Executivo e Legislativo do município.
Segundo o MPPR, o então parlamentar se apropriava de parte dos salários de assessores do gabinete. A denúncia foi apresentada em dezembro de 2018 e apontou que os repasses ilegais ocorreram ao longo de três anos de mandato.
Quatro ex-assessores relataram o funcionamento do esquema durante as investigações. De acordo com os depoimentos, os servidores eram obrigados a devolver parte dos vencimentos ao vereador e, em alguns casos, os valores chegavam perto de 70% dos salários pagos pela Câmara Municipal. Ainda segundo os relatos, assessores que se recusavam a fazer os repasses eram exonerados dos cargos.
O ex-vereador foi condenado em janeiro de 2023. Tanto a defesa quanto o Ministério Público recorreram da decisão, mas a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná manteve a condenação e fixou a pena em 8 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão em regime inicial fechado.
Conforme o MPPR, Vanderlei Cabeleireiro é o primeiro vereador da legislatura 2013-2016 de Araucária a ter condenação definitiva com trânsito em julgado por prática de “rachadinha”.
Durante o andamento do processo, o ex-parlamentar chegou a permanecer preso preventivamente por cerca de um mês e também cumpriu medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar.
Com o encerramento de todos os recursos possíveis, a Justiça determinou a prisão do condenado, que atualmente é considerado foragido.
