Ataque ao Irã faz plataforma X bater recorde histórico de uso e engajamento
Ofensiva militar de EUA e Israel contra o Irã gera onda de acessos sem precedentes; Elon Musk comemora maior tempo de atividade da história da rede social.
Créditos: Reuters/Mike Segar
A escalada do conflito no Oriente Médio fez com que a plataforma X registrasse o maior engajamento de sua história neste final de semana, segundo Nikita Bier, head de produto da rede social. No sábado (28.fev.2026), dia em que os Estados Unidos e Israel lançaram uma ampla ofensiva militar contra o Irã, a plataforma atingiu o maior nível de uso já contabilizado desde sua criação, medido pelo tempo em que usuários permaneceram ativos (“user active seconds”).
Bier publicou que foi “o maior dia da história do X”, sem detalhar a métrica utilizada. No domingo (1º.mar), ele atualizou a afirmação: “Gostaria de corrigir minha postagem anterior: Hoje é o dia mais importante da história do X”. A dupla mensagem reforça a intensidade de acesso, discussão e engajamento dos usuários na rede social durante os acontecimentos no Oriente Médio.
O bilionário Elon Musk, dono do X, também comemorou as marcas alcançadas. Em postagens na própria plataforma, ele escreveu que foi o “maior uso do X de todos os tempos” e, no dia seguinte, que se tratou de “outro recorde histórico de uso do X”.
Ataques e contexto de guerra
Os ataques realizados por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro fizeram parte de uma operação militar conjunta que atingiu o território iraniano e teria resultado na morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, entre outros altos comandantes do país. A ofensiva representa uma das mais significativas ações militares dos dois países contra Teerã em décadas e abriu uma nova fase de confronto regional.
O número de mortos civis e militares em consequência da ação ainda está sendo atualizado, com estimativas indicando centenas de vítimas e milhares de feridos. A ofensiva gerou ampla repercussão internacional e um aumento nas tensões, com retaliações de milícias alinhadas ao Irã e lançamentos de mísseis em direção a países do Golfo e bases americanas.
Escalada e discursos políticos
A decisão de atacar o Irã ocorreu depois de semanas de tensão diplomática e militar entre as partes. Em 19 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que avaliaria a possibilidade de dar “um passo adiante” em relação a Teerã, após negociações que não resultaram em acordo. Em discurso recente, ele criticou a falta de comprometimento do Irã em renunciar ao desenvolvimento de armamentos nucleares e mencionou a ameaça representada pelos mísseis iranianos.
O presidente republicano também declarou que uma eventual guerra com o Irã poderia levar a uma “vitória fácil” para os Estados Unidos, segundo relatos anteriores ao ataque. Essas falas foram parte de uma série de advertências que precederam a ofensiva militar.
Do lado iraniano, uma autoridade sênior declarou que o país estaria disposto a fazer concessões em negociações com os EUA se Washington reconhecesse o direito de Teerã de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendesse sanções econômicas, uma proposta que, até agora, não se concretizou.
A combinação de ofensivas militares, retórica internacional e o intenso debate nas redes sociais explica a grande movimentação do público na plataforma X nos últimos dias.
