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Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra

Bombardeios danificaram unidades médicas, ambulâncias e hospitais; conflito já soma mais de 2,2 mil mortes

Por Eliane Alexandrino

Israel atacou 129 unidades de saúde no Líbano em 45 dias de guerra Créditos: Divulgação

Os bombardeios realizados por Israel no Líbano já causaram danos significativos ao sistema de saúde do país, com 129 unidades atingidas, segundo o Ministério da Saúde libanês. Os ataques também resultaram na morte de 100 profissionais de saúde e deixaram outros 233 feridos.

Além disso, 116 ambulâncias foram atingidas e seis hospitais precisaram ser fechados em meio à escalada do conflito. Em comunicado, o escritório da Organização das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) classificou os episódios como uma grave violação do direito internacional humanitário, destacando o impacto direto no acesso da população aos serviços de saúde.

A ofensiva também levantou preocupações da Organização Mundial da Saúde (OMS), especialmente após a emissão de ordens de evacuação de hospitais em Beirute. O ataque a estruturas civis, como hospitais e ambulâncias, é considerado crime de guerra pelo direito internacional.

Israel afirma que os alvos seriam utilizados pelo Hezbollah para fins militares, alegação contestada por organizações de direitos humanos e especialistas, que apontam que áreas atingidas são predominantemente civis.

Em cerca de 45 dias de confrontos, o número de mortos no Líbano já chega a 2.294 pessoas, com mais de 7,5 mil feridos, incluindo pelo menos 177 crianças mortas e 704 feridas.

A destruição também atinge a infraestrutura urbana. Levantamento do Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano aponta que 37,8 mil residências foram destruídas até dias antes do cessar-fogo, com maior impacto nos subúrbios da capital, Beirute.

O conflito já provocou o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas, segundo a ONU, afetando cerca de 15% do território libanês. A situação humanitária segue crítica, com dificuldades de acesso a serviços básicos e insegurança quanto à manutenção da trégua.

Texto e Foto: Agência Brasil

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