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Trump dá ultimato de 48 horas para Irã aceitar acordo e encerrar a guerra
O ultimato ocorre em meio às buscas por um piloto norte-americano desaparecido e ao bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz
A guerra entre Estados Unidos e Irã chegou à sexta semana neste sábado (4) com aumento da tensão no Oriente Médio, após o abatimento de dois aviões de guerra norte-americanos e o desaparecimento de um piloto dos EUA em território iraniano. As buscas mobilizam forças dos dois países, elevando o risco de uma escalada ainda maior no conflito.
A possibilidade de um militar norte-americano estar vivo e escondido no Irã é vista como um fator crítico para Washington, em meio a um cenário de impasse diplomático e baixo apoio popular à guerra dentro dos Estados Unidos.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump voltou a pressionar Teerã, afirmando que o prazo para um acordo está próximo do fim. Em publicação nas redes sociais, ele ameaçou intensificar os ataques caso o Irã não aceite negociar ou não reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, sinalizou abertura para negociações mediadas pelo Paquistão, mas reforçou que o país não aceitará imposições dos Estados Unidos.
Pressão militar e risco de escalada
A tensão aumentou ainda mais após declarações de um alto oficial de defesa de Israel, que afirmou que o país se prepara para atacar instalações energéticas iranianas, dependendo apenas de autorização dos EUA.
O conflito já deixou milhares de mortos, provocou uma crise energética global e ameaça impactar de forma duradoura a economia mundial. O Irã praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito transportados no mundo.
Além disso, forças iranianas intensificaram ataques com drones e mísseis contra Israel e também atingiram alvos ligados aos EUA em países do Golfo, como Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Aviões abatidos e operações de resgate
O abatimento de um caça F-15E dos Estados Unidos, confirmado por autoridades dos dois países, evidenciou os riscos enfrentados pelas forças norte-americanas, apesar das declarações de controle aéreo feitas por Washington. Um dos tripulantes foi resgatado, enquanto o outro segue desaparecido.
Durante as operações de busca, dois helicópteros Black Hawk também foram atingidos, mas conseguiram deixar o espaço aéreo iraniano.
Em um episódio separado, um avião A-10 caiu no Kuwait após ser atingido, com o piloto conseguindo se ejetar.
No Irã, autoridades afirmaram que novos sistemas de defesa aérea foram utilizados para derrubar aeronaves, drones e mísseis, destacando avanços tecnológicos militares do país.
Troca de ataques continua
Os confrontos seguem intensos. O Irã lançou novos ataques contra Israel, incluindo mísseis que atingiram áreas próximas ao quartel-general militar em Tel Aviv.
Também houve ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, incluindo um navio ligado a Israel que foi incendiado após ser atingido por drone, segundo a mídia estatal iraniana.
Do lado israelense, as Forças de Defesa confirmaram a detecção de novos mísseis disparados a partir do território iraniano ao longo do sábado.
