Quaest: Moro lidera disputa no Paraná; aliado de Ratinho Jr, Sandro Alex não decola na pesquisa
Pesquisa aponta senador com até 42% das intenções de voto; levantamento ouviu 1.104 eleitores e tem margem de erro de 3 pontos
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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) reforça um cenário que começa a se desenhar com mais nitidez na disputa pelo governo do Paraná em 2026: a liderança consolidada do senador Sergio Moro (PL) e, em contraponto, a dificuldade do grupo governista em viabilizar um nome competitivo. O principal exemplo é o ex-secretário das Cidades e pré-candidato ligado ao governador Ratinho Junior (PSD), Sandro Alex (PSD), que apresenta desempenho abaixo das expectativas e não consegue se firmar como alternativa viável neste momento.
Mesmo sendo tratado nos bastidores como o nome preferencial do grupo político do atual governador, Sandro Alex aparece com índices tímidos e distantes dos principais concorrentes, levantando questionamentos sobre sua capacidade de transferência de capital político dentro da base governista.
No cenário com seis pré-candidatos, Sergio Moro lidera com 35% das intenções de voto. Na sequência estão Requião Filho (PDT), com 18%, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), com 15%. Já Sandro Alex soma apenas 5%, ficando muito atrás dos principais nomes da disputa. Tony Garcia (DC) e Luiz França (Missão) aparecem com 1% cada. O número de indecisos ainda é elevado, com 18%, enquanto 7% dos entrevistados indicam voto branco, nulo ou afirmam que não pretendem votar.
No cenário reduzido, com quatro candidatos, Moro amplia a vantagem e chega a 42%. Requião Filho cresce para 24%, enquanto Sandro Alex sobe apenas um ponto, alcançando 6%. Mesmo com menos concorrência, o pré-candidato governista não apresenta avanço significativo, permanecendo distante da disputa real pela liderança.
O dado chama atenção porque ocorre justamente em um momento em que o governador Ratinho Junior mantém altos índices de aprovação e força política no estado. Ainda assim, essa influência não tem sido suficiente, até agora, para impulsionar o nome apontado como seu possível sucessor.
As simulações de segundo turno reforçam ainda mais esse cenário. Em eventual disputa contra Requião Filho, Moro venceria por 49% a 30%. Contra Rafael Greca, o placar seria de 44% a 29%. Já diante de Sandro Alex, a diferença se amplia de forma expressiva: 51% contra apenas 15%, evidenciando a baixa competitividade do pré-candidato governista no momento.
Outro ponto relevante é o índice de rejeição. Requião Filho lidera com 47%, seguido por Moro, com 37%, e Greca, com 33%. Sandro Alex apresenta 13%, o menor entre os principais nomes. No entanto, o baixo índice de rejeição não tem se convertido em intenção de voto, o que indica desconhecimento do eleitorado ou dificuldade de consolidação política.
A pesquisa também revela um eleitorado ainda em aberto. Apenas 32% afirmam ter o voto definido, enquanto 67% admitem que podem mudar de posição até o período eleitoral. Esse dado indica que o cenário ainda pode sofrer alterações, mas também evidencia que, até agora, o grupo governista não conseguiu ocupar esse espaço com força.
Mesmo com 64% dos entrevistados afirmando que Ratinho Junior merece eleger um sucessor, esse apoio não se traduz automaticamente em vantagem eleitoral para seu aliado direto. O resultado expõe um possível descolamento entre a força administrativa do governo e a viabilidade política de quem deve representá-lo nas urnas.
O levantamento também mostra que 44% dos eleitores preferem um candidato independente, sem alinhamento direto com grupos nacionais. Outros 34% optariam por alguém ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 17% preferem um nome alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 1.104 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-02588/2026.
Os números indicam que, embora a disputa ainda esteja em fase inicial, o cenário atual aponta uma liderança clara e, ao mesmo tempo, um desafio relevante para o grupo do governo: transformar capital político em intenção de voto concreta algo que, até agora, não se reflete nos números de Sandro Alex.
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