Ex-repórter acusa Ratinho de demissão durante câncer e cobra pagamento judicial
Ney Inácio diz que foi dispensado por e-mail enquanto tratava doença grave e relata impasse no recebimento de valores reconhecidos na Justiça
Por Gazeta do Paraná
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O ex-repórter Ney Inácio, que atuou por mais de duas décadas no programa comandado por Ratinho no SBT, voltou a público com acusações diretas contra o apresentador e a emissora. Ele afirma ter sido demitido durante o tratamento de câncer e denuncia demora no pagamento de valores decorrentes de processo judicial. O caso chama atenção porque envolve não apenas uma relação profissional de longa data, mas também o momento em que o desligamento ocorreu, em meio a um quadro de saúde grave.
Segundo o próprio jornalista, o rompimento do vínculo aconteceu em 2020, quando enfrentava câncer no rim, na próstata e metástase óssea. Ney Inácio afirma que comunicou a situação à empresa e, ainda assim, teria sido dispensado por e-mail. A decisão, segundo ele, resultou na perda do plano de saúde em um momento crítico, o que teria impactado diretamente o tratamento.
O episódio ganhou novo fôlego após declarações recentes em redes sociais. Em uma das publicações, o ex-repórter resume o sentimento em uma frase que rapidamente circulou entre usuários. “Ajudei o cara a ficar bilionário”, escreveu, ao relembrar os cerca de 25 anos em que produziu reportagens para o programa. A fala se tornou o principal ponto de repercussão do caso, impulsionando o debate sobre bastidores da televisão.
A relação entre Ney Inácio e o programa sempre foi marcada por presença constante em reportagens populares, muitas delas com forte apelo de audiência. O jornalista sustenta que teve papel relevante na consolidação do formato e na manutenção dos índices do programa ao longo dos anos, o que, segundo ele, tornaria a forma da demissão ainda mais controversa.
Outro ponto central do conflito envolve a esfera judicial. Ney afirma que há valores reconhecidos em processo trabalhista que ainda não foram pagos integralmente. Ele descreve a situação como um “jogo de empurra”, indicando dificuldades na execução da decisão. O impasse, segundo o jornalista, se arrasta há anos e contribui para o desgaste público do caso.
À época do desligamento, a justificativa apresentada pela emissora, conforme relatos já divulgados, estaria relacionada ao contexto da pandemia e ao afastamento de profissionais considerados grupo de risco. Ainda assim, o ex-repórter contesta a condução do processo e a forma como foi comunicado.
Quatro anos após a saída da televisão, Ney Inácio afirma não sentir falta do ambiente, mas mantém críticas diretas ao apresentador e à emissora. Ele diz sentir saudade apenas do público e da rotina de reportagens, reforçando que sua principal insatisfação está na forma como o vínculo foi encerrado e nos desdobramentos posteriores.
O caso reacende discussões sobre relações de trabalho na televisão, especialmente em programas de grande audiência, onde vínculos duradouros nem sempre se traduzem em estabilidade. Também expõe um conflito que mistura saúde, direitos trabalhistas e bastidores de um dos programas mais populares do país, elementos que seguem alimentando a repercussão do episódio nas redes e fora delas.
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