Projeto que prevê comunicação através de imagens para crianças com TEA ganha destaque em Maringá
A diretora do Pronto Atendimento da Criança, enfermeira Karine Hanako Kashiwakura Brum, apresentou na Câmara a iniciativa que promove melhor comunicação com crianças no espectro autista através de placas ilustrativas
Por Valéria Mendes
Créditos: Clínica Formare
A diretora do Pronto Atendimento da Criança (PAC), enfermeira Karine Hanako Kashiwakura Brum, apresentou na Câmara Municipal de Maringá, nesta terça-feira (16), o projeto “Comunicação Aumentativa Alternativa na Urgência Pediátrica: Humanização e Acessibilidade no Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, que visa melhorar a comunicação entre pacientes dentro do espectro autista e os profissionais de saúde.
Ambientes de pronto atendimento apresentam intensa estimulação sensorial, o que pode desencadear crises em crianças com autismo e, consequentemente, dificuldades de interação. A iniciativa promove a comunicação de forma visual e reduz a sobrecarga sensorial. O paciente é orientado por meio de imagens que explicam o que acontecerá durante o atendimento.
Também foram realizados treinamentos com a equipe para orientar os profissionais sobre como utilizar as placas de comunicação e como agir nessas situações. Karine ressaltou que o projeto tem baixo custo e pode ser aplicado em ambientes escolares e familiares como ferramenta de diálogo. Além disso, foi desenvolvido o “Chaveiro da Dor”, utilizado pelas crianças para indicar em qual parte do corpo estão sentindo desconforto.
A iniciativa já vem apresentando resultados positivos, com a diminuição de alterações comportamentais durante os procedimentos, permitindo que o paciente seja atendido com mais agilidade e retorne para casa mais rapidamente. Além das placas, as salas contam com estímulos visuais que servem como distração durante a realização de suturas, curativos ou aplicações de injeções.
O projeto conquistou quatro dos dez prêmios da 4ª Mostra Regional de Experiências do SUS e já está sendo replicado em outros municípios. Karine, que também é mãe atípica, destacou a importância da inclusão social nos ambientes hospitalares.“A experiência evidencia que soluções simples, inclusivas e de baixo custo podem qualificar o cuidado, fortalecer a humanização e promover a equidade no SUS, sendo esta uma iniciativa com alto potencial de replicação”, afirmou.
Créditos: Redação
