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Presidente da Celepar afirma em vídeo que estatal pode “vender dados”

Fala de Gustavo Garbosa sobre monetização ocorre sob vigilância do STF, recomendações do MP e investigação da ANPD sobre riscos à privacidade

Por Gazeta do Paraná

Presidente da Celepar afirma em vídeo que estatal pode “vender dados” Créditos: Divulgação Celepar

A declaração do presidente da Celepar, Gustavo Garbosa, sobre a possibilidade de comercialização de dados públicos voltou a circular e ocorre em meio a discussões institucionais sobre a proteção dessas informações.

No vídeo, Garbosa apresenta a proposta de forma direta. “Essas informações do que o povo está comprando nas grandes cidades […] nós temos isso”, afirma. Na sequência, acrescenta: “a informação que a gente pode vender […] pode ser útil para você, varejista, lojista”.

Ao explicar o modelo, ele descreve a ideia de transformar dados em um ativo econômico. “Nós vamos falar de um novo modelo, um novo propósito de negócio, que é a monetização de dados”, diz. Em outro trecho, reforça: “vamos monetizar dados que nós temos”.

O presidente da estatal também afirma que a proposta traria benefícios para diferentes setores. “O Estado vai ganhar com isso, o cidadão vai ganhar com isso, o comerciante vai ganhar com isso”, declara. E conclui: “uma relação ganha-ganha para todos os lados”.

A fala ocorre no contexto de discussões sobre a possível desestatização da empresa. O Supremo Tribunal Federal já estabeleceu condicionantes para o processo. Em decisão recente, o ministro Flávio Dino determinou que qualquer avanço esteja vinculado ao cumprimento de normas de segurança e proteção de dados.

O tema também é acompanhado por outros órgãos. O Ministério Público do Paraná recomendou medidas para garantir a proteção das informações, enquanto a Autoridade Nacional de Proteção de Dados apura aspectos relacionados ao tratamento desses dados.

A Celepar é responsável por sistemas utilizados pela administração pública estadual e reúne bases de dados de diferentes áreas. Até o momento, não há detalhamento público sobre como funcionaria a eventual monetização mencionada pelo presidente da empresa.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp