Prefeitura de Ponta Grossa é cobrada por atraso de mais de R$ 300 mil na arbitragem esportiva
Vereadores relatam pagamentos pendentes, paralisação de competições e professores que teriam mantido projetos sem receber
Por Valéria Mendes
Créditos: Altipisos
Na sessão desta segunda-feira (21), o vereador Guilherme Mazer afirmou que a Prefeitura de Ponta Grossa estaria devendo mais de R$300 mil em pagamentos relacionados à arbitragem esportiva. Segundo o parlamentar, dos R$460 mil que deveriam ter sido pagos referentes ao GEM, apenas R$80 mil teriam sido quitados. Mazer também atribuiu aos atrasos a paralisação de diferentes circuitos esportivos do município.
Durante a discussão, outros vereadores relataram ter recebido reclamações de profissionais da área sobre valores pendentes. O vereador Ricardo Zampieri afirmou que a maior parte das aulas de projetos desenvolvidos nos bairros foi interrompida e que, nos casos em que as atividades continuaram, professores teriam trabalhado sem receber para evitar o encerramento dos projetos.
Ede Pimentel também se pronunciou sobre o assunto. Segundo ele, a arbitragem já estaria empenhada pela Secretaria Municipal de Esportes, enquanto a liquidação e o pagamento são de responsabilidade da Secretaria de Finanças. O vereador afirmou que conversou com o secretário de Finanças, Cláudio, que estaria tentando estabelecer um cronograma de pagamentos diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município.
Pimentel também explicou que o município mantinha o programa Bolsa Incentivo, utilizado para contratação de professores, mas que, segundo ele, o Ministério Público do Trabalho pediu o encerramento do modelo. O vereador acrescentou que uma emenda de R$1 milhão teria sido destinada para viabilizar o custeio dos profissionais e permitir a retomada das atividades. “A Prefeitura está devendo mais de R$300 mil para arbitragem. Não pagou ainda os árbitros do GEM, parte deles. Do GEM, dos R$460 mil que deveriam ser pagos, foram pagos somente R$80 mil. E vários circuitos de esporte do município estão paralisados. A realidade é que não tem dinheiro para pagar a arbitragem”, afirmou Mazer durante a sessão.
Créditos: Redação
