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Preço do petróleo dispara após tensão entre EUA e Irã e ameaça no Estreito de Ormuz

Barril do Brent sobe quase 10% após bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã e anúncio de Donald Trump sobre tarifa para navios no Estreito de Ormuz

Preço do petróleo dispara após tensão entre EUA e Irã e ameaça no Estreito de Ormuz Créditos: Tania Rego/Agência Brasil

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (13) após o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O mercado reagiu ao anúncio da retomada do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos e à proposta do presidente Donald Trump de cobrar uma tarifa para embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

O barril do Brent, referência para o mercado internacional, avançou 9,59% e encerrou o dia cotado a US$ 83,80 para entrega em setembro. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu 9,42%, fechando a US$ 78,14 o barril. Segundo analistas, foi a maior valorização diária desde o início da atual crise no Oriente Médio.

A alta foi impulsionada pela decisão dos Estados Unidos de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos. As Forças Armadas norte-americanas informaram que a medida passou a valer às 17h, no horário de Brasília.

Além disso, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos pretendem assumir o controle da segurança no Estreito de Ormuz e cobrar uma tarifa equivalente a 20% do valor da carga transportada pelas embarcações que utilizarem a passagem marítima.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores mais estratégicos para o comércio global de petróleo, concentrando grande parte das exportações de países produtores do Oriente Médio.

Para analistas do Eurasia Group, o rompimento da trégua entre Washington e Teerã alterou significativamente o cenário do mercado internacional de energia, que até então vinha reagindo de forma limitada aos ataques registrados na região.

O analista Andy Lipow, da consultoria Lipow Oil Associates, afirmou que o mercado agora tenta avaliar quem passará a controlar a segurança da rota marítima e quais serão os custos para as empresas de navegação.

"O mercado se pergunta: pagamos ao Irã por sua proteção ou pagaremos aos Estados Unidos? E quanto isso vai custar?", afirmou.

A resposta iraniana veio por meio do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que afirmou que o país continuará sendo o responsável pela segurança do estreito.

Já a Guarda Revolucionária do Irã acusou os Estados Unidos de colocar em risco o abastecimento mundial de petróleo ao ampliar as restrições contra o país.

A escalada das tensões aumenta a preocupação dos mercados financeiros com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo e novos reflexos nos preços dos combustíveis e da inflação em diversos países.

 
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