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Pré-candidata à Alep, professora Nelsi critica privatizações e governo Ratinho Jr

Docente da Unioeste coloca nome à disposição para 2026, aponta impactos da Copel e defende Estado mais presente e políticas públicas

Por Eliane Alexandrino

Pré-candidata à Alep, professora Nelsi critica privatizações e governo Ratinho Jr Créditos: Eliane Alexandrino

A professora universitária Nelsi Kistemacher Welter, da Unioeste, anunciou que colocou seu nome à disposição como pré-candidata a deputada estadual pelo PT nas eleições de 2026. A decisão, segundo ela, surge da necessidade de ampliar o debate político no Paraná e levar às instâncias de poder pautas ligadas à educação, desigualdade social e fortalecimento das políticas públicas.

Com mais de três décadas de atuação na educação, Nelsi construiu trajetória acadêmica voltada ao estudo da desigualdade social e à defesa de políticas públicas. Durante entrevista, afirmou que a vivência em sala de aula e o contato com realidades vulneráveis foram determinantes para sua entrada na política. “A gente percebe que muitos problemas não são individuais, mas estruturais. Isso exige políticas públicas e decisões políticas”, destacou.

Ao justificar a pré-candidatura, ela afirmou que pretende ampliar o debate político no Estado. “Chegou o momento de contribuir com a escuta da população e transformar isso em políticas públicas”, disse.

Durante a entrevista ao GCast, Podcast da Gazeta do Paraná ao Programa Gazeta Entrevista, Nelsi fez críticas ao governo do Paraná, comandado por Ratinho Junior, principalmente em relação ao modelo de gestão baseado em privatizações e terceirizações.

Segundo ela, a privatização da Copel é um dos principais exemplos de impacto negativo percebido pela população. A professora citou relatos de consumidores, especialmente do meio rural, que enfrentam prejuízos com quedas de energia. “Pequenos e grandes produtores estão tendo perdas. Isso impacta diretamente a economia e a vida das pessoas”, afirmou.

Além da área energética, Nelsi criticou a ampliação da terceirização na educação e em outros setores públicos. Para ela, há um processo de redução do papel do Estado. “Estamos vendo um Estado que atende a poucos e deixa de garantir direitos básicos. O serviço público precisa ser fortalecido”, disse.

A pré-candidata também abordou as condições de trabalho dos servidores públicos. Segundo ela, profissionais da educação, segurança e saúde enfrentam dificuldades que impactam diretamente a qualidade do atendimento. “Não falta capacidade técnica. Falta valorização e estrutura”, pontuou.

Outro ponto levantado foi a definição de qual modelo de Estado deve ser adotado. “Essa eleição também é sobre decidir se queremos um Estado mínimo ou um Estado que garanta direitos e oportunidades para todos”, afirmou.

Nelsi também destacou a baixa representatividade feminina na política paranaense. Atualmente, as mulheres ocupam apenas 10 das 54 cadeiras na Assembleia Legislativa. Para ela, ampliar essa participação é essencial. “As mulheres estão na base da sociedade, mas ainda são minoria nos espaços de decisão”, disse.

Entre as principais bandeiras defendidas estão o fortalecimento da educação pública, incentivo à agricultura familiar, ampliação de políticas sociais e defesa de um Estado mais presente.

Quem é a professora Nelsi

Nelsi Kistemacher Welter é doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e graduada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), onde atua como professora desde 1998.

Com atuação em ensino, pesquisa e extensão, desenvolve estudos nas áreas de desigualdade social, filosofia política, meio ambiente e agroecologia. Atualmente realiza pós-doutorado na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com o projeto “Cultivando Saberes”.

Foi candidata à Prefeitura de Toledo nas eleições de 2024 pelo PT, quando obteve 6.694 votos (8,76% dos votos válidos). Agora, coloca seu nome como pré-candidata a deputada estadual nas eleições de 2026.

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