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Por que o ídolo Oscar Schmidt era chamado de ‘Mão Santa’?

Oscar morreu nesta sexta-feira aos 68 anos

Por Luciano Neves

Por que o ídolo Oscar Schmidt era chamado de ‘Mão Santa’? Créditos: Acervo pessoal

O esporte se despediu de Oscar Schmidt, maior jogador brasileiro de basquete. A lenda do basquete brasileiro, carinhosamente apelidada de “Mão Santa”, faleceu nesta sexta-feira, aos 68 anos. A alcunha se popularizou durante os primeiros anos de sua carreira. Depois de iniciar sua trajetória profissional no basquete, em 1974, pelo Palmeiras, o ex-jogador teve rápida ascensão, acompanhada de um excelente aproveitamento nos arremessos.

Devido a isso, Oscar Schmidt passou a ser chamado de “Mão Santa”. Apesar de gostar do apelido, o ídolo afirmava que sua eficiência nos arremessos era fruto de trabalho duro e dedicação e, por isso, o mais correto seria “mão treinada”. Atuando profissionalmente entre 1974 e 2003, Oscar Schmidt marcou 49.737 pontos na carreira. O brasileiro chegou a ultrapassar o lendário Kareem Abdul-Jabbar, ícone do Los Angeles Lakers e hexacampeão da NBA, como o maior cestinha da história do esporte. Atualmente, o recorde pertence a LeBron James, que já ultrapassou a marca de 50 mil pontos. Apesar de ter perdido o recorde geral, Oscar Schmidt continua sendo o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos. O brasileiro alcançou a marca disputando cinco edições dos Jogos Olímpicos, entre 1980 e 1996.

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Ao longo da carreira, conquistou nove medalhas pela Seleção Brasileira, incluindo o lendário ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, diante da anfitriã Estados Unidos na decisão.

Nascido em Natal, Oscar Schmidt foi incentivado a praticar esportes desde a infância. Teve seu primeiro contato com o basquete aos 13 anos, quando se juntou ao Clube Unidade da Vizinhança, seu primeiro time juvenil. Em 1974, aos 16 anos, mudou-se para São Paulo e iniciou sua carreira no Palmeiras. Destacou-se rapidamente, foi convocado para a seleção juvenil e, em 1977, eleito o melhor pivô sul-americano na categoria. Antes dos 20 anos, já havia sido campeão sul-americano e conquistado o bronze no Mundial das Filipinas, em 1979.

Após o destaque inicial, transferiu-se para o Sírio, onde conquistou seu maior título por clubes: o Mundial Interclubes de 1979, ao superar o Bosna, da Iugoslávia, no jogo decisivo. Nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, foi o cestinha do Brasil na campanha do quinto lugar.

Nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, voltou a ser o cestinha do Brasil, tornou-se o maior pontuador da história olímpica, com 1.091 pontos, e terminou na sexta posição. Na reta final da carreira, Oscar Schmidt ainda defendeu Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. Pelo clube carioca, marcou seus últimos pontos e superou Kareem Abdul-Jabbar como maior pontuador da história do basquete. O ídolo se aposentou em 2003.

Créditos: Gazeta Esportiva Acesse nosso canal no WhatsApp