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Oscar Schmidt: morre o Créditos: Instagram/Reprodução

Oscar Schmidt: morre o "Mão Santa", o maior ídolo do basquete brasileiro

O "Mão Santa" estava internado em São Paulo após apresentar um mal-estar; ídolo nacional detém o recorde de maior pontuador da história das Olimpíadas

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Considerado um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil, ele detém o recorde de maior pontuador em Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos somados ao longo de cinco edições.

Oscar havia sido internado às pressas no mesmo dia após apresentar um mal-estar. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana, em São Paulo, onde recebeu atendimento médico. O ex-atleta vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos e se recuperava de uma cirurgia recente, segundo informações da família. Apesar dos cuidados, não resistiu.

A morte foi confirmada pela família em nota, na qual destacou a trajetória do ex-jogador dentro e fora das quadras. Os familiares ressaltaram que Oscar enfrentou por mais de 15 anos a luta contra um tumor cerebral com coragem e resiliência, mantendo-se como referência de determinação e força. No comunicado, também foi enfatizado o impacto de sua carreira, descrita como um legado que ultrapassa o esporte e inspira diferentes gerações.

A família informou ainda que a despedida será realizada de forma reservada, restrita a parentes e pessoas próximas. No texto, os familiares agradeceram as manifestações de apoio e solidariedade e pediram respeito à privacidade neste momento de luto.

Confira a nota na íntegra mais abaixo

Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, onde nasceu em 16 de fevereiro de 1958, construiu uma carreira marcada por números expressivos. Ao longo de mais de duas décadas nas quadras, acumulou quase 50 mil pontos, o que o coloca entre os maiores pontuadores da história do basquete mundial, atrás apenas de LeBron James.

Pela seleção brasileira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos. A estreia foi em Moscou, em 1980, e a última participação ocorreu em Atlanta, em 1996, consolidando uma longa trajetória com a camisa do Brasil.

Um dos momentos mais marcantes da carreira aconteceu em 1987, nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Na ocasião, liderou a vitória da seleção brasileira sobre os Estados Unidos em pleno território adversário, com 46 pontos anotados na partida.

Oscar chegou a ser selecionado no Draft da NBA, mas optou por não atuar na liga norte-americana. A decisão foi tomada para manter o vínculo com a seleção brasileira, já que, naquele período, os atletas da NBA não eram liberados para defender seus países em competições internacionais.

Durante a carreira, defendeu clubes no Brasil e na Europa. No país, atuou por equipes como Esporte Clube Sírio e Palmeiras. No exterior, teve passagem pelo Juvecaserta, na Itália.

O reconhecimento também veio fora das quadras. Oscar foi incluído no Hall da Fama da FIBA, em 2010, e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, em 2013, consolidando seu nome entre os maiores jogadores da história do basquete.

Após encerrar a carreira como atleta, passou a atuar como palestrante e figura pública, compartilhando experiências dentro e fora das quadras, com foco em superação.

Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011 e passou por duas cirurgias para retirada de tumores na região, além de diversas sessões de quimioterapia. Em 2022, anunciou o fim do tratamento após afirmar que havia superado a doença. “Eu venci essa batalha”, declarou na ocasião.

Conhecido como “Mão Santa”, apelido que faz referência à precisão de seus arremessos, Oscar Schmidt deixa um legado consolidado como um dos maiores nomes do basquete brasileiro e mundial, tanto pelos números expressivos quanto pela influência que exerceu dentro e fora das quadras.

NOTA DA FAMÍLIA

"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória."

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