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PF investiga aplicação de R$ 13 milhões em previdência e cumpre mandados no interior de SP

Operação apura suspeita de gestão temerária em investimentos no Banco Master; Justiça determinou bloqueio de bens

Por Eliane Alexandrino

PF investiga aplicação de R$ 13 milhões em previdência e cumpre mandados no interior de SP Créditos: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação para investigar a aplicação de R$ 13 milhões da previdência dos servidores de Santo Antônio de Posse em investimentos ligados ao Banco Master.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim. A investigação tem como alvos o ex-diretor-presidente do Instituto de Previdência Municipal (IPREM), uma ex-supervisora de gestão e integrantes do comitê de investimentos do órgão.

A Justiça Federal também determinou o afastamento de investigados de funções públicas e o bloqueio de bens. A apuração busca esclarecer possível gestão temerária dos recursos previdenciários.

O caso teve início após alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que identificou indícios de irregularidades na aplicação dos recursos do fundo municipal.

Segundo a Prefeitura, o investimento foi realizado em 2024 e entrou em processo de liquidação no ano passado, sem possibilidade de resgate antecipado. A atual gestão informou que revisou a política de investimentos e passou a distribuir os recursos em instituições consideradas mais seguras.

Em 2025, o Ministério Público de Contas de São Paulo já havia alertado para o risco de perdas envolvendo aplicações de institutos previdenciários no Banco Master. À época, o IPREM de Santo Antônio de Posse mantinha cerca de R$ 8,2 milhões investidos em letras financeiras da instituição.

Quando o Banco Central do Brasil determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, os recursos passaram a depender da atuação da massa liquidante, o que dificulta a previsão de recuperação dos valores.

Em manifestações anteriores, o instituto afirmou que os investimentos seguiram as normas legais e foram aprovados pelos conselhos internos. O ex-gestor responsável declarou que a aplicação buscava melhorar a rentabilidade do fundo e que, à época, o banco não apresentava restrições.

A investigação segue em andamento, e os envolvidos ainda não tiveram defesa formal divulgada até a última atualização do caso.

Foto: Divulgação

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