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Hospital centenário do PR reúne especialistas para discutir avanços na hanseníase

Evento em Curitiba marcou o centenário do hospital de Piraquara e apresentou o Plano Estratégico de Enfrentamento 2025-2030; estado registra mais de 800 pessoas em tratamento

Hospital centenário do PR reúne especialistas para discutir avanços na hanseníase Créditos: SESA

Especialistas, profissionais da saúde e pesquisadores participaram nesta terça-feira (26), em Curitiba, do IV Simpósio de Hansenologia promovido pelo Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR). O encontro discutiu avanços no combate à hanseníase, estratégias de diagnóstico precoce e ações voltadas ao atendimento integral de pacientes.

O evento também marcou a trajetória centenária do hospital, referência estadual no tratamento especializado da doença.

Com o tema “Raízes do cuidado - A Jornada Centenária do HDSPR”, o simpósio reuniu equipes multiprofissionais para debates sobre vigilância em saúde, atenção primária, teleconsultoria, suporte psicológico, avaliação de contatos e pesquisas científicas relacionadas à hanseníase.

Um dos destaques da programação foi a apresentação do Plano Estratégico de Enfrentamento à Hanseníase no Paraná 2025-2030, conduzida pela diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Segundo ela, eventos voltados à qualificação técnica ajudam a fortalecer o enfrentamento da doença no Estado.

“Iniciativas como o simpósio são fundamentais para ampliar a capacidade de identificação precoce dos casos e reduzir o estigma historicamente associado à hanseníase”, afirmou.

A programação contou ainda com palestras sobre o cenário nacional da doença, desafios enfrentados pelo sistema de saúde e debates clínicos com especialistas do HDSPR, Ministério da Saúde, Universidade Federal do Paraná, Núcleo de Telessaúde e Instituto Aliança contra a Hanseníase.

Doença
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos.

Apesar de ter tratamento e cura, o diagnóstico tardio ainda é considerado um dos principais desafios no combate à doença, podendo provocar sequelas físicas permanentes e impactos sociais e emocionais.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil ocupa atualmente a primeira posição mundial em incidência de hanseníase e o segundo lugar em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que o Paraná registrou 421 novos casos da doença em 2025.

Considerando os diagnósticos dos últimos três anos, 820 pessoas seguem atualmente em tratamento e acompanhamento pela rede pública de saúde no Estado.

O Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, localizado em Piraquara, foi inaugurado em 1926 para atendimento exclusivo de pacientes com hanseníase.

Atualmente, a unidade é administrada pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas) e segue como referência estadual no tratamento da doença, além de ofertar outros serviços especializados.

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