Créditos: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Pesquisa BTG Nexus: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno
Novo levantamento nacional aponta o atual presidente com 47% das intenções de voto contra 43% do senador do PL; recuo do parlamentar reflete impacto de áudios vazados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Nexus encomendada pelo banco BTG Pactual. O levantamento mostra Lula com 47% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar bolsonarista.
A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 de maio com 2.045 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04193/2026.
O estudo também aponta reflexos políticos da divulgação dos áudios em que Flávio Bolsonaro pede recursos ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para concluir um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O impacto já havia aparecido em pesquisas divulgadas neste mês pelos institutos Datafolha e Atlas/Bloomberg.
Na simulação de segundo turno, Lula aparece quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro. O cenário mostra crescimento gradual da vantagem do petista ao longo das últimas pesquisas. Em março, os dois apareciam empatados com 46% cada. Em abril, Lula abriu pequena vantagem, com 46% contra 45%, e agora chegou a 47%, enquanto o senador recuou para 43%. Os votos brancos, nulos e em nenhum candidato passaram de 7% para 9% no período.
Em outro cenário de segundo turno, contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também ampliou a diferença. O presidente tinha 46% em março, caiu para 45% em abril e avançou para 49% em maio. Zema oscilou de 40% para 41% e depois caiu para 38%. Os votos brancos e nulos ficaram entre 11% e 12%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula manteve estabilidade. O petista registrou 46% em março, caiu para 45% em abril e voltou a 46% em maio. Caiado apareceu com 41% nos dois primeiros levantamentos e agora marca 40%. Os votos brancos e nulos ficaram em 12% neste mês.
No cenário de primeiro turno, Lula manteve estabilidade ao longo das três rodadas da pesquisa, com 41% das intenções de voto entre março e maio. Já Flávio Bolsonaro apresentou queda gradual: tinha 38% em março, caiu para 36% em abril e agora aparece com 35%, ampliando a vantagem do presidente de três para seis pontos percentuais.
Ronaldo Caiado variou de 4% para 5% entre abril e maio. Romeu Zema oscilou entre 4% e 5%, retornando agora aos 4%. O empresário Renan Santos (Missão) saiu de 2% em março para 4% em abril, mantendo o mesmo percentual neste mês.
O grupo de eleitores que afirma votar em branco, nulo ou em nenhum candidato caiu de 8% para 6% ao longo da série histórica. Já os entrevistados que não souberam ou preferiram não responder permaneceram em 2%.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (DC), apareceu pela primeira vez na pesquisa e marcou 3% das intenções de voto. Ele substituiu o ex-ministro Aldo Rebelo, anteriormente apontado como pré-candidato do partido à Presidência.
Em um cenário mais amplo, com maior número de candidatos, Lula variou de 41% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 36% para 35%, mantendo diferença de cinco pontos percentuais. Caiado foi o único a crescer, avançando de 3% para 5%.
Romeu Zema e Renan Santos permaneceram estáveis, com 4% e 3%, respectivamente. O escritor Augusto Cury (Avante) caiu de 2% para 1%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) manteve 1%. Os votos brancos, nulos e nenhum candidato passaram de 6% para 7%.
Joaquim Barbosa também estreou nesse cenário e apareceu com 2%. Na rodada anterior, Aldo Rebelo havia registrado o mesmo percentual.
A pesquisa ainda avaliou o grau de convicção dos eleitores. Segundo o levantamento, 70% afirmam que já definiram o voto e não pretendem mudar até a eleição. Outros 28% dizem que ainda podem alterar a escolha, enquanto 1% não respondeu.
Entre os eleitores de Lula, 81% afirmam que o voto está consolidado, enquanto 19% admitem possibilidade de mudança. No grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro, 71% consideram a escolha definitiva, 27% dizem que podem mudar e 3% não souberam responder.
Renan Santos aparece com 54% de eleitores decididos e 46% ainda abertos a mudança. Augusto Cury registra 49% de votos consolidados e 51% suscetíveis a alteração. Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm 39% de eleitores convictos, enquanto Joaquim Barbosa soma 37% e Cabo Daciolo, 35%.
