Paraná abre inscrições para professores das novas "Escolas do Futuro"
Processo é voltado a professores QPM e contempla inicialmente unidades que serão implantadas em Piraquara e Toledo
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Divulgação
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) abriu as inscrições para o processo seletivo interno destinado a professores que desejam atuar nas primeiras unidades das chamadas Escolas do Futuro. Nesta etapa, a seleção contempla as escolas que serão implantadas em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e Toledo, no Oeste do Estado.
O novo modelo faz parte do Programa Educação para o Futuro, desenvolvido pela Seed em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A proposta prevê mudanças tanto na estrutura física das unidades quanto na organização pedagógica, com uso de tecnologias, metodologias ativas, ensino bilíngue e espaços destinados a diferentes formas de aprendizagem.
Podem participar exclusivamente professores do Quadro Próprio do Magistério (QPM). Entre os requisitos estão ter mais de 18 anos, apresentar atestado de antecedentes criminais emitido nos seis meses anteriores à contratação e não estar afastado em licença remuneratória para fins de aposentadoria ou em processo de readaptação de função.
Os professores selecionados também deverão participar obrigatoriamente das formações continuadas oferecidas pela Seed. Os cursos poderão ser presenciais ou on-line e abordarão temas relacionados à proposta pedagógica das novas escolas, incluindo ensino bilíngue, metodologia CLIL, desenvolvimento da comunicação em língua inglesa, metodologias ativas e tecnologias educacionais.
Uma das diferenças previstas está na organização da jornada dos docentes. Até 50% da carga horária poderá ser destinada a atividades de formação, desenvolvimento profissional, planejamento coletivo e outras ações relacionadas ao modelo pedagógico. A proposta busca ampliar o tempo dedicado pelos professores à preparação das atividades e ao trabalho colaborativo.
O conhecimento de inglês também será considerado no processo seletivo. Professores que pretendem lecionar Língua Inglesa ou componentes curriculares ministrados total ou parcialmente nesse idioma deverão comprovar proficiência mínima equivalente ao nível B2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR). Para os demais componentes curriculares, a exigência mínima será de nível B1.
A comprovação poderá ocorrer por meio de teste de proficiência disponibilizado pela própria Secretaria ou por certificados de exames reconhecidos internacionalmente, como TOEFL iBT, IELTS e Cambridge Exams. Os níveis de proficiência terão caráter classificatório no processo.
Metodologias diferentes
As Escolas do Futuro terão como uma das características a utilização de metodologias consideradas ativas. Entre elas está a abordagem CLIL (Content and Language Integrated Learning), que integra o aprendizado de conteúdos escolares ao desenvolvimento de uma língua adicional.
Também estão previstas atividades baseadas na abordagem STEAM, que reúne ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, além da Cultura Maker, que prioriza atividades práticas, experimentação e desenvolvimento de projetos.
O ensino bilíngue será outro elemento presente no modelo. A intenção é que parte dos conteúdos seja trabalhada em língua inglesa, de acordo com a organização curricular de cada unidade e a formação dos professores.
Além da proposta pedagógica, as escolas terão estruturas físicas diferentes das unidades convencionais da rede estadual. Os projetos preveem salas de aula flexíveis, laboratórios integrados, espaços para robótica e atividades Maker, bibliotecas conectadas e ambientes destinados ao desenvolvimento de competências digitais, socioemocionais, de empreendedorismo e educação financeira.
Sete escolas previstas
Ao todo, o programa prevê a construção de sete Escolas do Futuro no Paraná. Além de Piraquara e Toledo, estão previstas unidades em Curitiba, no bairro Tatuquara; Fazenda Rio Grande, no Gralha Azul; Ponta Grossa, também no Gralha Azul; São José dos Pinhais, no Guatupê; e Araucária, no Jardim dos Pássaros.
Segundo o projeto, as unidades poderão atender aproximadamente 12,4 mil estudantes. A escolha dos locais levou em consideração, entre outros fatores, a demanda das comunidades por novas vagas.
A primeira escola prevista para conclusão é a unidade do Jardim Holandês, em Piraquara. O projeto tem investimento estimado em R$ 33 milhões, área construída de aproximadamente 6 mil metros quadrados e capacidade para cerca de 1,5 mil alunos. A estrutura deverá contar com laboratórios de robótica e Maker, biblioteca conectada, auditório e espaços voltados ao conforto sensorial.
As demais unidades ainda dependem de etapas de contratação e execução das obras.
