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Papa Leão XIV pede respeito à soberania da Venezuela após captura de Maduro

Pontífice afirmou que o bem-estar do povo venezuelano deve prevalecer e defendeu caminhos de justiça e paz diante da crise política

Papa Leão XIV pede respeito à soberania da Venezuela após captura de Maduro Créditos: Reuters/Remo Casilli

O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que o bem-estar do povo venezuelano deve prevalecer diante da crise política instaurada após a captura do presidente Nicolás Maduro. Em declaração pública no Vaticano, o pontífice defendeu a soberania da Venezuela e apelou para que o país busque soluções baseadas na justiça e na paz.

A manifestação ocorreu após a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, em Roma. Segundo Leão XIV, a situação vivida pela Venezuela exige a superação da violência e o compromisso com caminhos que respeitem a vontade do povo venezuelano. O papa, que é de nacionalidade norte-americana, afirmou que nenhuma outra consideração deve se sobrepor ao bem-estar da população.

A fala do pontífice ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que as forças armadas norte-americanas realizaram uma operação em território venezuelano que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na residência presidencial em Caracas.

O governo da Venezuela classificou a ação como uma “grave agressão militar” e decretou estado de exceção no país. Já Trump declarou que irá conduzir a administração venezuelana até a conclusão de um processo de transição de poder, admitindo ainda a possibilidade de novas ofensivas caso considere necessário.

Maduro foi levado para Nova York, onde deve comparecer a um tribunal federal nos próximos dias para responder a acusações de narcoterrorismo, conforme informações divulgadas por agências internacionais. Ele passou a primeira noite detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn.

A crise gerou reações divergentes na comunidade internacional. Enquanto alguns países condenaram a atuação dos Estados Unidos, outros saudaram a queda do governo chavista. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com a escalada de tensão e alertou para possíveis impactos negativos em toda a região.

No cenário interno, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi autorizada pelo Supremo Tribunal venezuelano a assumir a presidência de forma interina, enquanto se discute o futuro político do país.

 
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