Padre denuncia Copel por prejuízos e falhas recorrentes no fornecimento de energia no interior do Paraná
Vídeo gravado durante celebração em Alto Piquiri critica interrupções constantes no fornecimento e relata danos financeiros; publicação mobiliza seguidores nas redes sociais
Por Gazeta do Paraná
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Um vídeo publicado pelo padre Mario Augusto Sartori, pároco do Santuário São José, em Alto Piquiri, ganhou repercussão nas redes sociais ao denunciar falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica na região. A crítica é direcionada à Copel, estatal responsável pelo serviço no estado.
Gravado durante a manhã do último dia 17, o vídeo mostra o momento em que a energia oscila enquanto o padre se prepara para a celebração de uma missa. Logo no início, ele questiona de forma direta a concessionária: “Copel, você não tem vergonha?”. Em seguida, afirma que a resposta, diante da repetição dos problemas, seria negativa.
O religioso relata que as quedas de energia ocorrem mesmo em condições climáticas estáveis, sem chuva ou vento, o que, segundo ele, agrava a percepção de falha estrutural no serviço prestado. “Sete da manhã, céu azul, e a energia vai e volta”, diz.
Além da crítica pública, o padre também detalha prejuízos financeiros que atribui às interrupções no fornecimento. De acordo com ele, a paróquia precisou arcar com cerca de R$ 30 mil em aluguel de geradores a diesel durante a festa de São José deste ano para garantir a realização das atividades. Ele também menciona danos a equipamentos, estimando perdas de aproximadamente R$ 15 mil.
No vídeo, o religioso amplia a crítica para além da realidade local, sugerindo que o problema pode atingir outros consumidores no Paraná, incluindo residências e empresas. Ele também menciona a possibilidade de responsabilização judicial, ao questionar se promotores ou advogados poderiam tomar providências diante da situação.
Outro ponto destacado é o impacto institucional e simbólico. O padre afirma que visitantes estrangeiros, vindos de Madri, presenciaram as falhas no serviço durante a visita ao santuário, o que, segundo ele, gera constrangimento e afeta a imagem da região.
A publicação ainda convoca os seguidores a compartilharem o conteúdo, numa tentativa de ampliar a visibilidade do problema. O tom do vídeo mistura indignação e apelo coletivo, ao afirmar que a população estaria se tornando “letárgica” diante da repetição das falhas e da ausência de respostas efetivas.
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