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Gaeco cumpre mandados em operação que investiga desvio e comércio ilegal de explosivos no Paraná

Ação foi realizada em três municípios e apura possível fornecimento de material para organizações criminosas

Gaeco cumpre mandados em operação que investiga desvio e comércio ilegal de explosivos no Paraná Créditos: Reprodução / Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira (18) a Operação Pavio Aceso, que investiga um esquema de desvio, armazenamento irregular e comercialização clandestina de explosivos de alta potência oriundos de uma pedreira em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Estado.

A operação foi coordenada pelo Núcleo Regional do Gaeco de Maringá e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Campo Mourão, Janiópolis e Cianorte.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Campo Mourão. Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas por possível participação no esquema.

Investigação começou em 2024

Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início em maio de 2024 após o recebimento de informações sobre o possível desvio de aproximadamente 300 quilos de emulsão explosiva e cerca de 1,5 mil metros de cordéis detonantes.

O material estaria armazenado em paióis de uma empresa que operava com o Certificado de Registro (CR) junto ao Exército Brasileiro vencido e em desacordo com as exigências de segurança previstas para esse tipo de produto.

As apurações indicam que parte dos explosivos desviados teria sido destinada ao mercado clandestino. Há suspeitas de que o material pudesse abastecer organizações criminosas, hipótese que está sendo investigada.

De acordo com o Gaeco, apreensões realizadas por forças de segurança ao longo da investigação e outros elementos reunidos durante o monitoramento apontam que parte dos explosivos ainda pode estar em circulação.

Risco à segurança pública

Para os investigadores, o potencial destrutivo dos materiais desviados e a possibilidade de utilização por grupos criminosos representam um risco significativo à segurança pública.

Além do comércio ilegal de explosivos, a operação também apura possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O nome da operação, "Pavio Aceso", faz referência ao risco provocado pela circulação clandestina de explosivos controlados e à necessidade de interromper o fornecimento desses materiais antes que sejam utilizados em ações criminosas.

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