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Oito candidatos disputam o Governo do Paraná nas eleições de 2026

Convenções partidárias definiram oito nomes para a corrida pelo Palácio Iguaçu; candidaturas reúnem diferentes perfis profissionais e trajetórias políticas

Por Gazeta do Paraná

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Oito candidatos disputam o Governo do Paraná nas eleições de 2026 Créditos: Divulgação

Com o encerramento das convenções partidárias, oito candidatos tiveram os nomes homologados para disputar o Governo do Paraná nas eleições de 2026. A relação reúne políticos com experiência em cargos eletivos e na administração pública, além de representantes de partidos e movimentos de diferentes correntes políticas.

Em ordem alfabética, os candidatos são Adriano Teixeira (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Requião Filho (PDT), Samuel de Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP).

Os oito candidatos possuem formação superior. Entre eles, cinco são advogados. Os demais têm formação em História, Matemática e Produção Cultural. As trajetórias também são distintas: há deputados, senador, ex-ministro, ex-secretário estadual, professor, trabalhador dos Correios e representantes de movimentos políticos.

A candidatura do PSD é encabeçada pelo deputado federal Sandro Alex, que é advogado e já ocupou o cargo de secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná. Para a disputa, ele terá como vice o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB). A chapa reúne uma ampla aliança partidária, com Republicanos, Avante, União Brasil, Progressistas, PSDB, Cidadania e MDB.

Sandro Alex tem trajetória política ligada principalmente à região dos Campos Gerais e ao cenário estadual. Como secretário, esteve à frente da pasta responsável por áreas estratégicas de infraestrutura, incluindo rodovias e logística. Agora, busca chegar ao comando do Estado pela primeira vez.

Outro nome de projeção nacional na disputa é o senador Sergio Moro, candidato pelo PL. Ex-juiz federal, Moro ganhou notoriedade nacional durante sua atuação na magistratura e posteriormente foi ministro da Justiça e Segurança Pública. Também foi professor de Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No campo político tradicional do Paraná, Requião Filho representa o PDT. Advogado e deputado estadual, ele é filho do ex-governador Roberto Requião, que comandou o Estado em três mandatos. A candidatura mantém o sobrenome Requião na disputa pelo Palácio Iguaçu e coloca novamente a família no centro do debate eleitoral paranaense.

Alexandre Salomão concorre pelo Mobiliza. Advogado criminalista, ele já presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná. Sua candidatura representa uma opção fora dos principais grupos políticos que tradicionalmente disputam o governo estadual.

Luiz França, do Missão, também é advogado e economista. Ele integra o Movimento Brasil Livre (MBL), grupo político criado em 2014 e que ganhou projeção durante as mobilizações políticas daquele período. A candidatura leva para a eleição estadual uma atuação ligada ao movimento liberal-conservador.

Entre os candidatos de partidos de esquerda e de menor representação institucional está Samuel de Mattos, do PSTU. Professor de Matemática, ele é natural de Turvo, em Santa Catarina, e trabalhou durante anos como carteiro nos Correios. Sua candidatura representa o partido na disputa pelo governo estadual.

Adriano Teixeira, do PCO, é formado em História. Natural de Nova Olímpia, no Noroeste do Paraná, trabalha como mecânico funileiro. A candidatura é apresentada pelo partido como uma alternativa aos grupos políticos que dominam as principais disputas eleitorais no Estado.

Já Tayná Miessa concorre pela UP. Ela é formada em Produção Cultural pela Universidade Federal do Paraná. Sua candidatura completa a lista de oito nomes homologados pelas legendas para a eleição ao Governo do Paraná.

Com a definição das candidaturas, a disputa pelo Palácio Iguaçu passa a reunir diferentes perfis e projetos políticos. De um lado, estão nomes com experiência em cargos públicos e mandatos eletivos; de outro, candidatos ligados a movimentos sociais, organizações políticas e partidos com menor presença institucional.

A partir da homologação das candidaturas, os candidatos passam a apresentar oficialmente suas propostas ao eleitorado paranaense. A campanha também deverá ampliar o debate sobre temas como infraestrutura, segurança pública, educação, saúde, desenvolvimento econômico e gestão das contas estaduais.

A composição das chapas e das alianças partidárias também terá peso na disputa. Enquanto Sandro Alex conta com uma ampla coligação, os demais candidatos apresentam diferentes estratégias para conquistar espaço no eleitorado e consolidar suas candidaturas ao longo da campanha.

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