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Nada tira o mérito do Fantasma campeão estadual em 2026

Os números da edição de 2026 do Estadual. Título ficou nas mãos do Operário de Ponta Grossa, que agora tem três taças

Por Luciano Neves

Nada tira o mérito do Fantasma campeão estadual em 2026 Créditos: André Jonsson

Eu fui um crítico ferrenho do formato do Campeonato Paranaense muito antes de a edição deste ano começar. Agora, depois que a competição foi concluída, uma crítica mais incisiva pode colocar em xeque a campanha do campeão Operário de Ponta Grossa, que faturou o tricampeonato ao superar o Londrina nas penalidades, no último sábado, depois de dois jogos sem bola na rede. Reitero: nada tira o mérito do Operário, principalmente, pelo que fez nas fases de mata-mata.

Mas a reflexão sobre a fórmula do Campeonato Paranaense é válida e deve ser levada em conta pelas cabeças que pensam o nosso Ruralzão. Na verdade, eu não sei se o formato desse ano foi planejado. Deduzo que tenha sido copiado. Afinal de contas, o Gauchão, vencido pelo Grêmio, o Catarinense, que teve o Barra como campeão, e o Carioca, cuja taça ficou nas mãos do Flamengo, tiveram o mesmo formato. Curiosamente, nestas três competições o time que chegou na decisão com campanha inferior foi campeão. O mesmo que ocorreu no Paranaense. Aliás, no nosso Estadual, a situação foi mais parecida com o que ocorreu no Carioca. Flamengo e Operário conseguiram avançar para o mata-mata ‘na bacia das almas’ com as piores campanhas entre os classificados. E o que protagonizaram nas fases eliminatórias lhes rendeu as taças.

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Mas eu quero apresentar alguns números que devem ser levados em conta para as próximas edições. O Operário pode ter sido o campeão paranaense com o menor número de vitórias. Venceu apenas três partidas das doze que fez na competição. Ao todo o Fantasma conseguiu mais seis empates e sofreu três derrotas. Ao passo que o Londrina terminou o Paranaense como vice-campeão invicto, o mesmo que ocorreu com o Cascavel na final de 2021, perdida justamente para o Londrina. O Tubarão, do técnico Allan Aal, fez doze jogos com cinco vitórias e sete empates. Aliás, o Londrina ainda não perdeu em 2026. E irá defender essa invencibilidade no jogo da Copa do Brasil nesta quarta-feira (11) contra o Manaus, fora de casa.

Mas reparem que o aproveitamento do campeão Operário foi menor que o aproveitamento de Maringá e Cascavel, que lutaram contra o rebaixamento esse ano.

O Fantasma somou apenas quinze pontos na classificação geral. Logo, o aproveitamento foi de 41,6%. O Maringá fez oito jogos e somou 14 pontos, contando os jogos que fez no torneio da morte. Ou seja, o aproveitamento do Dogão foi de 58, 3%. O Cascavel também fez oito jogos no Paranaense e somou doze pontos, um aproveitamento de 50%.

Com base nestes números, a melhor sugestão para o formato do Campeonato Paranaense é de pontos corridos. Eu confesso que nunca fui assim tão fã desse formato. Mas reconheço que é, de longe, o mais justo. E bizarrices como as que apresentei acima não teriam acontecido. Ah, mas havia a necessidade de redução de datas por conta do novo calendário do futebol brasileiro, já que é ano de Copa do Mundo... A edição deste ano, concluída no último sábado, necessitou de doze datas no calendário. Um formato de pontos corridos neste ano iria demandar onze datas.

O Campeonato Paranaense de 2026 teve 54 jogos com 132 gols, uma média de 2,44 por partida. O Athletico-PR fechou o Estadual com o melhor ataque com vinte gols. Lucão, do Foz do Iguaçu, Chiqueti, do Furacão, e Bruno Santos, do Londrina, fecharam a competição como goleadores, todos com cinco gols.

Créditos: Luciano Neves Acesse nosso canal no WhatsApp