MPPR denuncia grupo suspeito de fraudes bancárias que causou prejuízo de R$ 1,4 milhão
Segundo o Ministério Público do Paraná, organização criminosa utilizava falsa central telefônica, páginas falsas e links maliciosos para aplicar golpes bancários em vítimas de diversos estados
Créditos: MPPR
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou 15 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa de atuação nacional especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Os crimes foram apurados durante a Operação A Rede.
A denúncia já foi recebida pela Justiça. Segundo o MPPR, o grupo mantinha uma falsa central telefônica instalada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, utilizada para aplicar golpes contra correntistas de instituições financeiras em diferentes estados do país.
Esquema utilizava ligações, páginas falsas e links maliciosos
De acordo com as investigações, além do contato telefônico com as vítimas, os integrantes da organização utilizavam páginas falsas na internet e links maliciosos para obter dados bancários. Com as informações, acessavam indevidamente as contas e desviavam valores das vítimas.
O Ministério Público aponta que os golpes ocorreram entre agosto de 2024 e outubro de 2025. No período, foram identificadas pelo menos 11 vítimas residentes em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Amazonas.
Conforme a denúncia, o prejuízo causado pelo grupo ultrapassa R$ 1,4 milhão.
Denunciados respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro
Os 15 denunciados foram acusados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Segundo o MPPR, as penas máximas previstas para os líderes da organização podem superar 12 anos de reclusão, caso haja condenação.
Justiça bloqueou bens e contas bancárias
Como forma de garantir o ressarcimento às vítimas e eventual perda patrimonial em caso de condenação, a Justiça determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias dos denunciados.
Na denúncia, o Ministério Público também requereu a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados às vítimas.
Atualmente, quatro investigados permanecem presos preventivamente. Um dos apontados como líder da organização criminosa é considerado foragido e segue sendo procurado pelas autoridades.
