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Mounjaro e pancreatite aguda: agência do Reino Unido faz alerta

Autoridade de saúde britânica orienta usuários e médicos a ficarem atentos a sintomas graves ligados a canetas para emagrecer

Mounjaro e pancreatite aguda: agência do Reino Unido faz alerta Créditos: Reprodução Redes Sociais

O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, como o Mounjaro, entrou em alerta após a agência reguladora de saúde do Reino Unido apontar risco raro, porém grave, de pancreatite aguda associada a essas terapias. O aviso vale também para outras canetas populares, como Ozempic e Wegovy.

Segundo a autoridade britânica, usuários devem buscar atendimento médico imediato ao perceber sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas e vômitos. Esses sinais podem indicar inflamação do pâncreas, uma condição que exige avaliação rápida para evitar complicações.

Risco é raro, mas exige atenção

A agência destaca que a pancreatite aguda não é um efeito comum, mas pode evoluir de forma grave em casos isolados. Por isso, médicos e pacientes devem manter vigilância constante durante o tratamento, especialmente nos primeiros meses de uso.

De acordo com o órgão regulador, o benefício clínico desses medicamentos segue reconhecido, mas o monitoramento de sintomas é essencial para a segurança do paciente.

Relação com a vesícula biliar

Especialistas explicam que o problema pode começar com alterações na vesícula biliar. O chamado lodo biliar pode evoluir para cálculos, obstruir canais e desencadear inflamação no pâncreas. A própria bula do Mounjaro já aponta doenças agudas da vesícula como um possível efeito colateral, com incidência de até 10% dos usuários.

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Avaliação antes do tratamento

Endocrinologistas defendem que exames de imagem façam parte da rotina antes do início do uso dessas canetas. O ultrassom abdominal é citado como ferramenta importante para avaliar o estado da vesícula e reduzir riscos.

Outro fator relevante é a velocidade da perda de peso. Quanto mais rápido o emagrecimento, maior a chance de alterações metabólicas que favorecem complicações. Ainda assim, especialistas ponderam que, quando bem indicados e acompanhados, os benefícios do tratamento costumam superar os riscos.

Posição das fabricantes

A farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, informou que mantém monitoramento contínuo da segurança do medicamento e que avalia todos os relatos de eventos adversos. Já a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e Wegovy, afirmou que a segurança dos pacientes é prioridade e que acompanha atentamente qualquer notificação relacionada aos seus produtos.

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