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Luiz Marinho diz que fim da escala 6×1 pode ser aprovado mesmo em ano eleitoral

Ministro do Trabalho afirma que mudança é viável e não trará prejuízos à economia

Luiz Marinho diz que fim da escala 6×1 pode ser aprovado mesmo em ano eleitoral Créditos: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que é possível aprovar o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 mesmo durante o período eleitoral. A declaração foi feita durante participação no programa Bom dia, Ministro.

Segundo Marinho, a mudança na escala de trabalho é viável para a economia brasileira e pode ser implementada sem comprometer as atividades produtivas do país. Ele classificou o atual modelo como “cruel”, especialmente para as trabalhadoras.

O ministro destacou que a redução da jornada pode trazer impactos positivos para a saúde e a segurança dos trabalhadores. De acordo com ele, ambientes de trabalho mais equilibrados tendem a reduzir acidentes, doenças ocupacionais e outros problemas relacionados às condições laborais.

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O debate sobre o fim da escala 6×1 não é novo, mas ganhou força recentemente com a mobilização da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que em 2024 reuniu assinaturas em apoio à mudança. O tema integra a agenda prioritária do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, duas propostas que tratam da alteração da jornada de trabalho tramitam no Congresso Nacional, uma na Câmara dos Deputados e outra no Senado Federal.

No Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148 de 2025 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça em 10 de dezembro e aguarda análise do plenário. O texto prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas no primeiro ano após a aprovação.

A proposta também estabelece uma diminuição gradual da carga horária, com redução de uma hora por ano ao longo de quatro anos, até atingir 36 horas semanais. Já o texto que tramita na Câmara segue paralisado por falta de consenso na subcomissão especial e, se houver avanço, ainda precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

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