Gleisi Hoffmann deixa ministério para disputar o Senado em 2026; veja quem assume
Ministra deixará o cargo em 31 de março e será substituída por Olavo Noleto; anúncio ocorreu durante seminário sobre combate ao feminicídio no Palácio do Planalto
Créditos: Divulgação/PT
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, confirmou nesta quarta-feira (4) que deixará o cargo no governo federal para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
Segundo a própria ministra, a saída ocorrerá em 31 de março, prazo previsto pelo calendário eleitoral para quem ocupa cargos no Executivo e pretende concorrer nas eleições.
Quem deve assumir a função é Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão.
Anúncio durante seminário em brasília
A confirmação foi feita durante o seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, realizado na manhã desta quarta-feira (4) no Palácio do Planalto, em Brasília.
O evento foi organizado pelo Conselhão e reuniu autoridades, representantes do setor público, empresas e integrantes da sociedade civil para discutir políticas de combate à violência contra mulheres.
Durante o encontro, Gleisi Hoffmann destacou dados relacionados ao feminicídio no país e chamou atenção para casos em que as vítimas já possuíam medidas protetivas.
“13% dos feminicídios do país são de vítimas que tinham medidas protetivas quando foram mortas”, afirmou a ministra.
Segundo ela, o dado reforça a necessidade de discutir a efetividade dessas medidas.
Gleisi também convidou os integrantes do Conselhão a debater formas de garantir que a proteção judicial seja aplicada com rapidez e eficácia.
Desigualdade de gênero
Durante a fala no evento, a ministra também abordou as desigualdades históricas entre homens e mulheres no Brasil.
“É um problema cultural da nossa sociedade, que vem da educação. Não tem 100 anos que as mulheres entraram no mundo público e da iniciativa privada e que saíram das suas casas para entrar em empresas, na área política. O voto é da década de 1930 e ainda assim começou muito pequeno e com grande resistência", diz.
Ela lembrou ainda que, por muito tempo, a legislação brasileira tratava a mulher como dependente do marido.
“O Código Civil dizia isso até pouco tempo atrás. A mulher tinha que pedir permissão para tudo: para sair, para estudar, para fazer outras coisas. O papel dela era ficar em casa no cuidado”, recordou a ministra.
Pacto contra o feminicídio
Segundo Gleisi Hoffmann, o seminário desta quarta-feira (4) faz parte das primeiras ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o enfrentamento do feminicídio.
A iniciativa reúne Executivo, Legislativo e Judiciário e foi lançada em fevereiro diante do aumento de casos de violência letal contra mulheres.
O pacto prevê ações voltadas para prevenção, proteção, responsabilização dos agressores e garantia de direitos, além de fortalecer a rede de atendimento às vítimas.
