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Escândalo na educação de Ponta Grossa continua: vereadores denunciam falta de funcionários terceirizados em escolas

Geraldo Stocco, Guilherme Mazer e Joce Canto, fizeram uma série de críticas a rede municipal de educação, incluindo cardápio reduzido, falta de funcionários e questionamentos a materiais educacionais

Por Valéria Mendes

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Escândalo na educação de Ponta Grossa continua: vereadores denunciam falta de funcionários terceirizados em escolas Créditos: Divulgação

A sessão ordinária desta segunda-feira (24) foi marcada por críticas à rede municipal de educação de Ponta Grossa. Vereadores relataram falta de funcionários terceirizados em escolas, problemas na execução do cardápio da merenda e questionamentos sobre materiais utilizados em formações educacionais.

Segundo o vereador Guilherme Mazer, uma das escolas visitadas possui 12 banheiros e dez salas de aula e anteriormente contava com quatro funcionárias. Com o início do novo contrato de terceirização, conforme o parlamentar, a unidade passou a ter apenas uma trabalhadora. Mazer também afirmou que havia funcionárias sem informações claras sobre salário, contrato e pagamento de adicional de insalubridade.

O vereador ainda questionou os materiais utilizados em uma formação da rede municipal. Segundo Maser, um vídeo com a história dos Três Porquinhos teria sido bloqueado pelo YouTube por suposta utilização indevida de conteúdo. O parlamentar relacionou o episódio a um contrato de aproximadamente R$8 milhões para materiais educacionais e cobrou explicações da administração municipal.

Geraldo Stocco também criticou os efeitos da redução de funcionários. Durante a sessão, o vereador relatou a situação da Escola Ana de Barros, que, segundo ele, contava até a semana anterior com cinco trabalhadoras terceirizadas, três na limpeza e duas na cozinha,  e passou a não ter nenhuma funcionária terceirizada nessas funções.

Stocco afirmou que a falta de pessoal afetou diretamente a preparação da merenda. Segundo o vereador, em determinado dia foram servidos apenas arroz e frango, sem feijão, frutas e outros itens previstos no cardápio. Ele relatou ainda que, durante visita à unidade, ouviu uma criança perguntar se não haveria feijão.

A vereadora Joce Canto também se manifestou durante a discussão. Ela afirmou ter visitado uma escola com 237 alunos que também não recebeu funcionárias terceirizadas para a limpeza. De acordo com a parlamentar, uma professora precisou deixar a sala de aula para preparar o lanche das crianças, servindo suco e pão em razão da falta de trabalhadores.

Durante sua fala, Stocco telefonou para o secretário de Projetos Estratégicos, Edgar Humpf, para solicitar uma reunião sobre a situação das escolas. Posteriormente, foi informado na sessão que representantes do Executivo receberiam os vereadores no dia 28, às 14h. “Aqui eu quero agradecer ao secretário Edgar por ter atendido essa ligação. Aqui a gente quer ajudar. Não teve as comidas necessárias. Não teve o alimento necessário porque não tinha material humano para fazer. Vocês não estão entendendo o que está acontecendo. Isso é passível de cassação”, afirmou Stocco.

Os vereadores também anunciaram que pretendem encaminhar denúncias e cobrar providências dos órgãos competentes diante das condições relatadas nas unidades escolares.




Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp