Arrecadação federal bate recorde em julho e chega a R$ 289,3 bilhões
Receita Federal aponta crescimento da economia e aumento de tributos entre os fatores que contribuíram para o resultado histórico de julho
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Raphael Ribeiro/BCB
A arrecadação federal alcançou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (25). O resultado representa crescimento real de 8,97%, já descontada a inflação, na comparação com julho do ano passado, e é o maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica.
No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a União arrecadou R$ 1,876 trilhão. Considerando a inflação do período, o montante representa aumento real de 6,98% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
A Receita Federal atribui o desempenho a uma combinação de fatores, entre eles o crescimento da atividade econômica e o aumento da arrecadação de diferentes tributos. A contribuição para a Previdência Social teve alta, acompanhando a evolução da massa salarial e do emprego.
Também houve crescimento das receitas com PIS e Cofins, tributos relacionados ao faturamento das empresas e que refletem o aumento das vendas e da atividade econômica. A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos do capital também avançou.
Outro destaque foi o desempenho dos tributos incidentes sobre os lucros empresariais. A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) apresentou crescimento no período.
Sequência de recordes
O resultado de julho mantém uma sequência de recordes na arrecadação federal. Desde o ano passado, o governo vem registrando valores elevados de receitas, em parte impulsionados por mudanças na tributação adotadas para aumentar a arrecadação e contribuir para o equilíbrio das contas públicas.
Entre as medidas estiveram alterações no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e mudanças na tributação de bets e fintechs. As medidas relacionadas às duas últimas categorias acabaram sendo aprovadas pelo Congresso Nacional.
O aumento da arrecadação ajuda o governo a ampliar as receitas disponíveis para o cumprimento das metas fiscais, mas também mantém o debate sobre o peso da carga tributária sobre empresas, consumidores e investidores. Parte do crescimento, portanto, está associada ao avanço da economia, enquanto outra parcela decorre diretamente de alterações nas regras de cobrança de impostos.
Divulgação
A Receita Federal havia informado inicialmente que a divulgação dos dados de julho seria adiada por questões logísticas. Os números, porém, foram publicados na página oficial do órgão às 11h17 desta terça-feira.
O desempenho da arrecadação ocorre em um momento de acompanhamento das contas públicas e das metas fiscais de 2026. Com crescimento real próximo de 7% no acumulado do ano, a evolução das receitas se torna um dos principais indicadores para avaliar a capacidade do governo de equilibrar as contas e financiar suas despesas ao longo do ano.
