Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos
Cantora, compositora, atriz e filantropa construiu uma carreira de mais de seis décadas e se tornou um dos maiores ícones da música americana
Por Gazeta do Paraná
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Dolly Parton, uma das maiores lendas da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família em um vídeo publicado nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
O anúncio foi feito por Bryan Seaver, sobrinho e ex-chefe de segurança da artista, que afirmou estar cumprindo um pedido feito por Dolly anos atrás. A família pediu privacidade e informou que será realizada uma cerimônia privada.
A morte ocorre meses depois da perda do marido, Carl Dean, que morreu em março de 2025, após quase seis décadas de casamento. Dolly havia relatado recentemente problemas de saúde e chegou a cancelar uma residência de shows em Las Vegas. Em entrevista publicada pela revista People poucos dias antes da morte, ela afirmou que ainda tinha muitos projetos e conquistas que gostaria de realizar.
Da pobreza ao estrelato
Nascida em 19 de janeiro de 1946, em Sevier County, no Tennessee, Dolly cresceu em uma família de 12 filhos, em uma pequena cabana nas montanhas. Sem água encanada ou eletricidade, aprendeu música dentro de casa, influenciada pelos hinos religiosos e pelas canções folclóricas ensinadas pela mãe.
Ainda criança, começou a se apresentar em programas de rádio e, na adolescência, iniciou sua trajetória profissional. O grande salto veio em 1967, quando passou a participar do programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu sucessos em dueto, mas Dolly rapidamente construiu uma carreira solo de enorme alcance.
Em 1974, ao deixar o programa, escreveu “I Will Always Love You” como uma despedida a Wagoner. A música se tornou um sucesso country e ganhou dimensão mundial quase duas décadas depois, quando foi gravada por Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas.
Mais de 3 mil músicas
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Dolly Parton escreveu cerca de 3 mil músicas. Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”. Suas composições frequentemente abordavam pobreza, relações familiares, desigualdade e questões enfrentadas pelas mulheres.
Ela também atuou no cinema, com destaque para Como Eliminar seu Chefe (9 to 5) e Flores de Aço, além de ter construído um império empresarial no Tennessee. Em 1986, fundou o parque temático Dollywood, que se tornou uma das principais atrações da região.
Dolly também deixou uma marca profunda na filantropia. Por meio da Imagination Library, iniciativa criada em 1995, distribuiu mais de 200 milhões de livros para crianças. A artista ainda apoiou pesquisas médicas e projetos educacionais.
Reconhecida por sua voz, personalidade, figurinos extravagantes e capacidade de transitar entre diferentes públicos, Dolly recebeu 11 prêmios Grammy e entrou para os Halls da Fama da música country e do rock.
Nas últimas décadas, continuou próxima de novas gerações. Madrinha de Miley Cyrus, trabalhou também com artistas como Beyoncé e Sabrina Carpenter, mantendo sua influência muito além do country.
Dolly Parton deixa uma obra que atravessou gerações e fronteiras. De uma infância marcada pela pobreza no interior do Tennessee, tornou-se cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa de alcance mundial — uma trajetória que transformou sua história pessoal em parte permanente da cultura americana.
