Corbelia  Agosto

Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência enfrenta problemas financeiros em Ponta Grossa

Segundo o representante, Fabiano Gioppo, dificuldades financeiras fazem com que entidades recorram constantemente a rifas, bazares, vendas de pizzas e feijoadas para garantir a alimentação dos assistidos

Por Valéria Mendes

🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA
Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência enfrenta problemas financeiros em Ponta Grossa Créditos: Divulgação

Nesta segunda-feira (25), o representante do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Ponta Grossa, Fabiano Gioppo, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para apresentar demandas de instituições que atendem pessoas com deficiência no município. Segundo ele, dificuldades financeiras fazem com que entidades recorram constantemente a rifas, bazares, vendas de pizzas e feijoadas para garantir, inclusive, a alimentação dos assistidos.

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) é um órgão permanente de participação e controle social que atua na formulação e acompanhamento de políticas públicas voltadas à inclusão. Durante a fala, Fabiano destacou que Ponta Grossa possui cerca de 70 mil pessoas com deficiência e ressaltou a necessidade de ampliar o suporte oferecido às instituições e às famílias.

Entre as propostas apresentadas está a criação do Programa Nutrição Inclusiva, com a destinação de emendas parlamentares para auxiliar na alimentação dos assistidos. Fabiano também sugeriu a implantação de uma Rota Acessível, com uma linha ou itinerário de transporte coletivo que conecte instituições ao Terminal Central, além de iniciativas para aquisição de cadeiras de rodas, muletas e outros equipamentos de mobilidade.“Não poderíamos ter uma emenda e criarmos o Programa Nutrição Inclusiva, direcionando emendas parlamentares especificamente para a alimentação, dando mais estabilidade para esse trabalho? Muitos assistidos encontram barreiras para ir de casa até a instituição ou para momentos de lazer. Não poderíamos criar um projeto Rota Acessível, uma linha ou um itinerário de ônibus conectando as instituições até o Terminal Central, facilitando e garantindo o direito de ir e vir?”, questionou.

Fabiano também chamou atenção para a situação das famílias atípicas, especialmente pais e mães que deixam o mercado de trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados dos filhos. As propostas receberam manifestações de apoio de vereadores durante a sessão, que defenderam a discussão de medidas voltadas à alimentação, mobilidade e qualidade de vida das pessoas com deficiência em Ponta Grossa.

 

 

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp